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2012-11-12

Mais um livro para ler: Avieiros (1942), de Alves Redol


Foi o “Colóquio Alves Redol e as Ciências Sociais – a literatura e o real, os processos e os agentes” que nos levou a pensar em Avieiros, um livro que fala da “gente que vivia em barcos, pescando ou vendendo melões ou melancias, segundo as épocas. Nómadas do rio, como os ciganos na terra, tinham vindo da Praia da Vieira e faziam vida à parte: chamavam-lhes avieiros.” (Alves Redol, prefácio à 6ª edição de Avieiros)

Quando, ainda na adolescência, lemos o livro, fomos conduzidos pela emoção proporcionada pelo sentido épico de um povo que, apesar da precariedade das suas vidas, nunca deixou de lutar.

Hoje temos consciência da pesquisa etnográfica que Redol fazia antes de escrever as suas obras, procurando conhecer os hábitos, costumes e modos de vida daqueles de quem falava. Daí não surpreender o interesse que suscita aos estudiosos das ciências sociais.




 Alves Redol (1911-1969) é um dos escritores do movimento neorrealista que, em meados do século XX, colocou o “povo” no centro da ação.


2012-11-05

Um livro para ler: O Vale dos Cinco Leões, de Ken Follet



"KenFollett é britânico e nasceu em 1949. Consagrado autor de bestsellers, é sobretudo conhecido pelos seus thrillers. O seu primeiro grande êxito registou-se com o livro O Olho da Agulha, que venceu o Edgar Award em 1978, mas entre os seus maiores sucessos conta-se Os Pilares da Terra e O Mundo sem Fim, dois romances históricos que se tornaram livros de culto no mundo inteiro. Estima-se que a obra de KenFollett tenha vendido acima dos 130 milhões de exemplares."
(Editorial Presença; http://www.presenca.pt/catalogue.ud121?oid=27736, 31 de outubro de 2012)

A história do Vale dos Cinco Leões passa-se no Afeganistão e tem no centro a luta entre espiões, uma funcionária de uma ONG (Organização Não Governamental) e afegãos pertencentes a fações opostas.

É um livro de suspense que, segundo o professor Luís André, “quanto mais se lê mais se quer ler; exige que se leia até ao fim. O que mais espanta no livro é o próprio suspense, a diversidade e qualidade de formas de escrita, assim como a diversidade de acontecimentos. Está realmente muito bem escrito: na linguagem e na organização da narrativa”.



2011-06-10

dizer poesia Sá de Miranda



O sol é grande, caem co'a calma as aves,
do tempo em tal sazão, que sói ser fria;
esta água que d'alto cai acordar-m'-ia
do sono não, mas de cuidados graves.

Ó cousas, todas vãs, todas mudaves,
qual é tal coração qu'em vós confia?
Passam os tempos vai dia trás dia,
incertos muito mais que ao vento as naves.

Eu vira já aqui sombras, vira flores,
vi tantas águas, vi tanta verdura,
as aves todas cantavam d'amores.

Tudo é seco e mudo; e, de mestura,
também mudando-m'eu fiz doutras cores:
e tudo o mais renova, isto é sem cura!


Sá de Miranda
1481-1558

Obras Completas - volume I
Francisco de Sá de Miranda; texto fixado, notas e prefácio de Rodrigues Lapa
Livraria Sá da Costa Editora

Nascido em Coimbra, Sá de Miranda é um dos importantes poetas quinhentistas, sendo considerado o responsável por, depois de uma viagem a Itália, ter, no retorno dessa viagem em 1526, trazido para Portugal «o soneto, a canção, a sextina, as composições em tercetos e em oitavas e os versos de dez sílabas», afirmando, assim, um gosto mais classicista que se começa a evidenciar na corte portuguesa. Contemporâneo de Gil Vicente, Sá de Miranda também tem obra teatral, nomeadamente as comédias Vilhalpandos e Estrangeiros.
Uma importante informação sobre todos os autores de teatro do século XVI, nomeadamente, os textos de teatro, pode ser lida na base de dados do teatro quinhentista do Centro de Estudos de Teatro.

2011-04-26

dizer poesia: António Gedeão

Já falámos algumas vezes, aqui, de António Gedeão, mas hoje é um poema especial para o dia da mãe, que se celebra no próximo domingo, 1 de Maio.

2011-04-16

dizer poesia: António Nobre



Na praia lá da Boa Nova, um dia,
Edifiquei (foi esse o grande mal)
Alto Castelo, o que é a fantasia,
Todo de lápis-lazúli e coral!

Naquelas redondezas não havia
Quem se gabasse dum domínio igual:
Oh Castelo tão alto! parecia
O território dum Senhor feudal!

Um dia (não sei quando, nem sei donde)
Um vento seco de mau sestro e spleen
Deitou por terra, ao pó que tudo esconde,

O meu condado, o meu condado, sim!
Porque eu já fui um poderoso Conde,
Naquela idade em que se é conde assim...



António Nobre
1867-1900


António Nobre
Editorial Nova Ática

António Nobre foi um importante poeta do século XIX, nascido no Porto, cuja obra pode ser lida e requisitada na nossa biblioteca. Informação sobre este poeta pode ser consultada aqui.

2011-04-07

dizer poesia: Alexandre O'Neill



Alexandre O'Neill (1924-1986) é um importante poeta surrealista, cuja obra pode ser lida e/ou requisitada na nossa biblioteca.
A RTP2 está a emitir o programa Um Poema por Semana, que consta de um «poema dito de segunda a sexta-feira por 5 pessoas. Uma à segunda, outra à terça, outra à quarta, outra à quinta e outra à sexta. O mesmo poema! Será emitido diariamente, com duas repetições por dia». O modo como são ditos varia muito e vale a pena conhecer as diferentes versões aqui .
Por cá, apresenta-se a versão preferida.

2011-03-30

o meu primeiro romance 3

Realizou-se, no passado dia 28 de Maio, mais uma sessão da actividade da Biblioteca O Meu Primeiro Romance. Procuramos com estas sessões a partilha de livros e de leituras entre alunos e professores e o que normalmente acontece é a comunicação do prazer que a leitura dá. Desta vez, a professora Zulmira Sizifredo falou-nos de A Cidade e as Serras de Eça de Queirós e três alunos do 11.º A falaram-nos de obras que gostaram de ler:   Ana Filipa falou-nos de Bons Sonhos, Meu Amor de Dorothy Koom; Esther Egbeama falou-nos de Special Delivery de Danielle Steel;  Gonçalo Cardoso falou-nos de No Teu Deserto, de Miguel Sousa Tavares. Deste último livro, apresentamos o texto de apresentação que o Gonçalo nos propõe:


No Teu Deserto”, de Miguel Sousa Tavares, é, acima de tudo, um livro de homenagem, uma homenagem a uma pessoa conhecida em situações especiais e ao deserto. É ao mesmo tempo um livro de nostalgia, em relação a essa pessoa (que acaba por morrer) e ao deserto, de quem o autor não perdeu o contacto.
Neste “quase romance”, acompanha-se a descrição de uma viagem feita em Novembro de 1987 pelo narrador ao deserto do Sahara num jipe e na companhia de uma jovem – Cláudia – que só conheceu uns dias antes da partida. Acompanha-se a evolução da relação de dois desconhecidos, unidos pelo desejo de conhecer o deserto, e de como se adaptam um ou outro quando envolvidos num mundo quase desconhecido para ambos.
Este livro parece quase uma carta enviada à tal “Cláudia”, uma carta de despedida, uma homenagem, um agradecimento, pois também é escrita vinte anos depois da viagem em que o autor recupera as lembranças e os detalhes daqueles dias passados no Norte de África com uma jovem mulher.
Este “quase romance” relata passo por passo como o autor se sente em relação às vivências e às situações que lhe vão surgindo enquanto dura a sua viagem no deserto…
No fim do livro Miguel Sousa Tavares refere que “Cláudia” tinha falecido e que infelizmente este a deixara escapar…
 

2011-03-03

Ler Ciência

No dia 1 de Março, alguns dos nossos alunos do 12.ºano, por proposta da professora Ana Paula Pereira, da equipa da Biblioteca, vieram falar de ciência . Durante 90 minutos falou-se de Ciência através dos livros. Breves resumos:

Ricardo Ferreira falou de O nosso habitat cósmico de Martin Rees
Este livro fala de tudo o que está para além do planeta Terra,desde estrelas a buracos negros,sobre como tudo começou e o futuro longínquo e até de leis e regulamentos do multiverso.
 Daniela Candeias falou de O detective do Cosmos de Mani Bhaumik
Tal como Sir Arthur Eddington, um grande astrofísico, disse:
O universo não é apenas mais estranho do que imaginamos,é ainda mais estranho do que podemos imaginar". Mas investigá-lo é a missão que todos devemos aceitar pois "cada um de nós é um ingrediente essencial para a firmeza do universo".






 Karan Balu falou de Uma breve história do tempo de Stephen Hawking
O livro de Stephen Hawking convida-nos para uma história onde demonstra
os contributos que a física efectuou para a nossa visão do Universo. Explica diversos fenómenos como a expansão do Universo e os buracos negros.









Andreia Ginja falou de Cosmos de Carl Sagan
"O nosso planeta azul, a Terra, é o único lar que conhecemos. Vénus é demasiado quente. Marte é demasiado frio. Mas a Terra é ideal, um paraíso para os homens".








Inês Fernandes falou de Os buracos negros e o tio Alberto de Russel Stannard
Após uma ida à feira, Gedanken e o seu tio Alberto, decidem explorar o universo, com o seu computador Ricardinho à procura de respostas para questões relacionadas com a física, até que Gedanken se depara com um buraco negro que está a atraí-la para o seu centro. Conseguirá o tio Alberto trazê-la de volta à Terra?



Diogo Bernardo falou de Física do Quotidiano de Istvan Berkês
Esta obra pretende explicar de uma forma acessível como ocorrem determinadas situações à nossa volta, relacionadas com física, desde explicar porque é que as salsichas de Frankfurt rebentam sempre no sentido do seu comprimento, até ao facto
de os astronautas não apagarem velas no espaço quando fazem anos.







Catarina Martins falou de Da Terra à Lua de Júlio Verne:
Estudei a questão sob todos os seus aspectos, ataquei resolutamente o problema, e dos meus cálculos indiscutíveis resulta que um projéctil animado de velocidade inicial de doze mil jardas (10968m) por segundo e dirigido para a Lua há-de necessariamente lá chegar





Bruno Cortez falou de Novo Mundo Do Sr. Tompkins de Russels Stannard e George Gamow
O Sr. Tompkins, humilde empregado de um banco da cidade, vive a vida empolgado com as maravilhas da física e explica-nos esses fenómenos magníficos, como a velocidade da luz, com exemplos quotidianos.