2011-02-09

acordes de leitura 9

Há cinquenta anos começou a Guerra Colonial. A poesia de resistência à Guerra esteve sempre presente e vozes destacaram-se nesse transformar da poesia em luta: Manuel Alegre é uma dessas vozes. Em Nambuangongo:

Hora do Conto

Hoje, à tarde, no auditório da escola, alunos do 11.ºano vão partilhar com os seus colegas e demais interessados as leituras que fizeram de contos, no âmbito da disciplina de Português. Vamos pode ouvir falar Cláudia Cotrim (O Pescador e a sua Alma de Oscar Wilde), Ludmila Adão (Último Aviso do Corvo Falador de Mia Couto), Sónia Cunha (A Ponte na Califórnia de Teolinda Gersão), Nanci Bôto (O Fato Completo de Lucas Matesso de José Luandino Vieira), Solange Santo,( A Cabeleireira de Inês Pedrosa), Rita Silva (O Velho Que Lia Romances de Amor de Luis Sepúlveda), Ana Carinhas (O Cerco de Vergílio Ferreira). Assim, com o apoio da Biblioteca, a leitura sai da sala de aula e oferece-se a todos. Vamos lá ver se há tempo para tanta conversa.

Internet Segura


Durante esta semana vamos dar atenção especial à importância de utilizar a Internet de um modo seguro. Perceber o mal que a Internet pode fazer quando utilizada irresponsavelmente fará parte das actividades desenvolvidas no âmbito de Área de Projecto do 8.º ano.
Pais, educadores e jovens devem procurar tirar todo o partido da Internet e, ao mesmo tempo, conhecer os seus perigos para melhor os evitar.
Uma visita à Internet Segura acrescenta informação útil.

2011-02-08

Júlio Verne faz anos

183 anos, para ser exacto. Júlio Verne nasceu em Nantes no dia 8 de Fevereiro de 1829 e morreu em 1905.

Escreveu livros com aventuras fantásticas, previu futuros com grande inteligência e acerto, antecipando o nosso tempo com a criação de submarinos, balões à volta do Mundo, idas à Lua.
No meio da ficção científica contou-nos histórias de aventura (Dois Anos de Férias é o meu favorito, mas ainda me lembro como é que Miguel Strogoff não ficou cego quando lhe aproximaram dos olhos uma faca incandescente) e (esta, a boa notícia) temos muitos livros na Biblioteca para emprestar. Para os fans ou futuros fans há muita informação na Internet, mas seleccionamos este site em português.
jnm

2011-02-04

Temos Poema

Muitos alunos participaram no concurso Faça lá um Poema que já noticiámos aqui. Seleccionámos três poemas e, desses, aquele que vai representar a escola no concurso do Plano Nacional de Leitura, com a possibilidade de ser lido pelo seu autor no Centro Cultural de Belém. Os poemas seleccionados foram:

De um apontamento de inspiração, Ricardo Barras, 10.º A
Ilha, Limácia Lima, 12.º CM
Limite,  Jonathan Mané, 12.º CM
O poema que submetemos ao PNL foi o de Ricardo Barras que transcrevemos. Em breve, apresentaremos os outros dois.

De um apontamento de inspiração
 
As cortinas esvoaçavam
Dentro do meu quarto
Dentro de refrões que mascaravam
O meu aspecto magoado. 

Pensei em fugir. 

Pensei em esconder-me de tudo. 

Pensei não existir. 

Pensei desaparecer como fumo. 

Pensei que não podia viver 
Sem ter como me agarrar. 
E lutar
Sem corpo para me erguer. 

Pois que eu vivo mais, 
A cada dia, 
O tempo que passou, 
Não mais viveria, 
E espero mais alguém 
Que eu possa amar também, 
Espero ver um lume 
Uma cara com saúde. 

E ser braseiro. 

E ser calor. 

E ser a vida 
E a alegria 
E o jeito de viver 
De alguém, 
(Maior). 

Que espalhe em mim 
Tudo o que há em si 
E me faça assim 
Mais um pouco menos eu 
Mais um pouco menos só.

Que me faça a mim
Um pouco mais o Universo, 
Que me faça a mim, 
Não um poema, mas um verso. 

E que respire, 
A sua emoção! 
Que guarde em mim 
A sua imagem 
E o seu objecto 
E que o meu dialecto 
Seja apenas ternura e carinho 
Como sempre tem sido 
Para quem me tem vivido 
Por mais que me custe 
Morrer, no fim. 

Porque morrendo vivo mais 
E a morte me traz vida, 

Se de amar ainda sou capaz, 
Amarei, então. 

Retratar um livro




«Das duas uma: ou as pessoas se fazem ao nome que lhes puseram no baptismo, ou ele tem de seu o bastante para marcar a cada um.» Assim começa Nome de Guerra de Almada Negreiros, livro que pode ser requisitado na Biblioteca e que nos apresenta «uma Judite que não se chama assim» e um certo Antunes,  o protagonista, estreante de Lisboa e de tudo.
Mas o Nome de Guerra é notícia, hoje, porque foi o livro escolhido como tema de um Prémio de Fotografia lançado pela Fundação José Saramago. Os candidatos ao Prémio são convidados a ler o livro e a expressar em fotografia o seu espírito.
As três melhores fotografias têm prémios monetários e a Fundação propõe-se organizar uma exposição com as fotografias participantes que circulará por escolas e bibliotecas.
O Regulamento aqui



2011-02-01

Dia Escolar da Não Violência e da Paz 2

Riviera, 1956

“Se queres ter Paz, não pratiques a violência”

“Sem violência a Paz ganha cor, mais vida e mais amor”

“Se és um bom rapaz, diz sim à Paz”

“Evita a confusão, porque a Paz está na tua mão”

“A violência tem que parar, para a Paz poder começar”

“Sem violência, a Paz é imensa”

“Com a tua inteligência podemos travar a violência”

 



 “No dia da Não-violência mete a mão na consciência”


“Vamos com eficiência, eliminar a violência”


“Quanto mais me bates,

Mais me distancio de ti…

Quanto mais me bates,

Mais fraca e negra fica a minha alma…”

Com a violência
                        não se chega
                                            a lado nenhum
                                                                  mas com a Paz
                                           chega-se
                     a todo lado
e mais algum

Dia Escolar da Não Violência e da Paz 1

   Na comemoração do Dia Escolar Não Violência e da Paz, os alunos do 8.ºano fizeram frases e poemas alusivos. A ler:
Siqueiros, 1950

Dia escolar
Da Não-violência
Nada de lutar
Tem paciência



Hoje é o dia da Não-Violência e da Paz
Por isso deixa os problemas para trás
Diverte-te com os teus amigos
E mostra à escola como se faz



A vida é muito curta
para perder tempo
com parvoíces
Sê alegre e positivo
E esquece as chatices

Neste dia escolar
A Paz veio para ficar     
Ganha  consciência                                                                                                                      
No dia da Não-violência
  
Diz não à violência
Pois com Paz
Tudo conseguirás

Um grande grupo
Vamos construir
Para a Paz começar  
E a violência acabar

Hoje é um dia especial
Onde vamos comemorar
A Não-violência e a Paz
Num contexto escolar

Não devemos ser violentos
Devemos querer a Paz
E comemorar este dia
Com toda a alegria

No dia da Não-Violência e da Paz
 Sê amigo de todos
Porque tu és capaz

Neste mundo, a Paz é um dia
E a violência são todos
Temos que nos esforçar
Para alterar estes modos…

 Agarra a Paz com força
 Não a deixes fugir
 Porque vai ser a única coisa
Que te vai fazer sorrir

Tantos jovens que não têm Paz
Em casa ou na escola, mas
Com a nossa ajuda
De certeza que tudo muda

O mundo sem Paz
É como um Deserto,
Sem violência
Estava tudo certo

Nós temos que amar
E não odiar
Para que o nosso mundo
Possa melhorar

Neste dia da Não-violência
Vamos acabar com a violência
E aumentar a boa convivência

Se tens boa cabeça
Porquê então
Usares a violência

2011-01-28

acordes de leitura 8 Sophia

Sophia de Mello Breyner Andresen não é uma autora desconhecida dos nossos alunos. O Cavaleiro da Dinamarca faz parte dos estudos do 7.ºano em Língua Portuguesa e o Livro do Mar dos estudos do 9.ºano (no ano passado adquirimos, no âmbito de um projecto do PNL, um apreciável conjunto de exemplares destas obras para possibilitar a leitura na sala de aula) e os seus livros de poesia integram o fundo documental da Biblioteca. O seu espólio acaba de ser doado à Biblioteca Nacional de Portugal, tendo aí sido inaugurada uma exposição sobre a poeta, os seus papéis e o mundo à sua volta. Também hoje termina na Gulbenkian um colóquio internacional sobre a sua obra.
A seguir a sua voz: