2011-03-14

prémios e poemas











Durante a semana da leitura, a Biblioteca entregou prémios aos alunos que se destacaram em diversas actividades realizadas como é o caso da actividade Esmiuçar a Biblioteca (destinada aos alunos do 7.º e do 10.º ano) e do concurso Faça lá um Poema.
Neste caso, já apresentámos o primeiro classificado mas ainda não déramos a ler os poemas que ficaram em segundo e terceiro lugar. Agora aqui:

LIMITE, de Jonathan Mané:

Limite, que quer esta palavra dizer?
Um homem que não sabe onde está o seu limite
Nunca apreciará o real valor da palavra viver!
O limite…Ai! É como uma praça sem saída,
Uma rua sem fim.
É com este pensar que se chega longe
Arriscando tudo com alma destemida.

Limite mera palavra abstracta, não palpável?
Desejado por muitos como se de ouro se tratasse?
Procurando a glória, muitos optam pela caneta e o papel,
Outros esticam a corda até mesmo o cordel!
Ai o limite! Seria o meu caminho caso inventasse
Palavras que não escrevo, e o meu pensamento voasse!

O limite impõe ordem, regras, formas.
O limite faz com que procuremos caminhos diferentes.
Limite… que é isso? Um dia hei-de saber
E saberei o verdadeiro significado da palavra viver!

ILHA de Limácia Lima:

Lembro-me da ilha verdejante onde nasci.
Dos momentos inesquecíveis que lá intensamente vivi.
Lembro-me das noites quando olhava o céu
Na praia deitada. Na areia contava as estrelas
Que brilhavam como eu, num rendilhado véu.
Uma delas parecia dizer-me que era infeliz,
Outra mostrava-me um sorriso de quem era muito feliz.
Naquela noite,
Desejei desvendar o segredo daquela estrela
Que me mostrou ter o coração na palma da mão.
Impotente para lhe lançar ajuda,
Desviei o meu olhar raso de água para o negro chão.
Hoje, longe da minha ilha encantada
Continuo a olhar o céu…
Só não vejo as tais estrelas que amava,
Porque hoje o meu dilacerado coração
Sente que já nada tem de ilhéu!

2011-03-12

Escola Electrão


Desde sempre damos notícia de iniciativas que se realizam na escola. Hoje, referimos o projecto Escola Electrão, iniciativa eco-ambiental da Amb3E – Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos. Fazemos parte dos  cerca de 435 mil alunos de todo o país a participarem  na edição 2010/2011 - 3.ª edição.   É este o apelo feito pelas professoras organizadoras:
A nossa escola está uma vez mais envolvida no Projecto Escola Electrão. Este projecto tem como objectivo sensibilizar e envolver professores, alunos, funcionários, pais e restante comunidade escolar, no processo de recolha, reciclagem e valorização de equipamentos eléctricos e electrónicos em fim de vida.
A ajuda de todos será extremamente importante na recolha do maior número destes materiais.
Acreditamos que com este pequeno gesto, todos podemos contribuir de forma significativa para a preservação do meio ambiente.
A recolha na nossa escola será feita de 14 de Março a 01 de Abril. Todos os resíduos poderão ser entregues à entrada da escola ou ao Sr. Bexiga.
Colaborem nesta iniciativa!
As coordenadoras do projecto, professoras: Conceição Paulo; Ana Marujo; Tânia Zaragoza

2011-03-08

acordes de leitura 13

José Craveirinha(1922-2003) foi um grande poeta moçambicano. Em 1991, tornou-se o primeiro autor africano galardoado com o Prémio Camões. Grito Negro foi lido no festival de poesia de Medellin, Colômbia.

acordes de leitura 12

Corsino Fortes é um poeta de Cabo Verde que nasceu em S.Vicente em 1933.

2011-03-03

Ler Ciência

No dia 1 de Março, alguns dos nossos alunos do 12.ºano, por proposta da professora Ana Paula Pereira, da equipa da Biblioteca, vieram falar de ciência . Durante 90 minutos falou-se de Ciência através dos livros. Breves resumos:

Ricardo Ferreira falou de O nosso habitat cósmico de Martin Rees
Este livro fala de tudo o que está para além do planeta Terra,desde estrelas a buracos negros,sobre como tudo começou e o futuro longínquo e até de leis e regulamentos do multiverso.
 Daniela Candeias falou de O detective do Cosmos de Mani Bhaumik
Tal como Sir Arthur Eddington, um grande astrofísico, disse:
O universo não é apenas mais estranho do que imaginamos,é ainda mais estranho do que podemos imaginar". Mas investigá-lo é a missão que todos devemos aceitar pois "cada um de nós é um ingrediente essencial para a firmeza do universo".






 Karan Balu falou de Uma breve história do tempo de Stephen Hawking
O livro de Stephen Hawking convida-nos para uma história onde demonstra
os contributos que a física efectuou para a nossa visão do Universo. Explica diversos fenómenos como a expansão do Universo e os buracos negros.









Andreia Ginja falou de Cosmos de Carl Sagan
"O nosso planeta azul, a Terra, é o único lar que conhecemos. Vénus é demasiado quente. Marte é demasiado frio. Mas a Terra é ideal, um paraíso para os homens".








Inês Fernandes falou de Os buracos negros e o tio Alberto de Russel Stannard
Após uma ida à feira, Gedanken e o seu tio Alberto, decidem explorar o universo, com o seu computador Ricardinho à procura de respostas para questões relacionadas com a física, até que Gedanken se depara com um buraco negro que está a atraí-la para o seu centro. Conseguirá o tio Alberto trazê-la de volta à Terra?



Diogo Bernardo falou de Física do Quotidiano de Istvan Berkês
Esta obra pretende explicar de uma forma acessível como ocorrem determinadas situações à nossa volta, relacionadas com física, desde explicar porque é que as salsichas de Frankfurt rebentam sempre no sentido do seu comprimento, até ao facto
de os astronautas não apagarem velas no espaço quando fazem anos.







Catarina Martins falou de Da Terra à Lua de Júlio Verne:
Estudei a questão sob todos os seus aspectos, ataquei resolutamente o problema, e dos meus cálculos indiscutíveis resulta que um projéctil animado de velocidade inicial de doze mil jardas (10968m) por segundo e dirigido para a Lua há-de necessariamente lá chegar





Bruno Cortez falou de Novo Mundo Do Sr. Tompkins de Russels Stannard e George Gamow
O Sr. Tompkins, humilde empregado de um banco da cidade, vive a vida empolgado com as maravilhas da física e explica-nos esses fenómenos magníficos, como a velocidade da luz, com exemplos quotidianos.




Livros Digitais

A Biblioteca de Livros Digitais é uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura que permite o acesso à leitura de alguns livros de autores de referência, pertendendo também ser «um repositório de trabalhos realizados por pessoas interessadas em criar outros textos motivados pelo livro que acabaram de ler.» Ainda em versão beta é uma iniciativa a acompanhar.

2011-03-01

NaCl

 Associamo-nos com o poema Lágrima de Preta de António Gedeão ao segundo número de  Curiosidades Científicas que os professores de Química da escola publicaram.  Há outra versão (cantada por Adriano Correia de Oliveira) mas esta de Manuel Freire (e da RTP2)está muito bem e é muito química:

2011-02-25

semana da leitura


A Biblioteca organiza de 28 de Fevereiro a 4 de Março a sua semana da leitura. Do  programa consta:
Exposição - trabalhos realizados pelos alunos do 8.º ano, nas disciplinas de Língua Portuguesa e Educação Visual, a partir do livro de Ana Saldanha, Uma Questão de Cor;
A Ler.. – acções de leitura, na Biblioteca, durante os intervalos, no período diurno e nocturno.
Ler é  -  concurso de frases escritas pelos alunos na sua ida voluntária à biblioteca

Sessões e outras actividades previstas:

Dia 28 de Fevereiro – 2.ª feira
11:35 - Entrega de prémios aos alunos Actividade:Esmiuçar a Biblioteca (7.º e 10.º ano)
15:20 -  Falar de Livros e Autores. Local de realização:biblioteca. Prof-ª responsável Paula Simão

Dia 1 de Março – 3.ª feira
8:15 Falar de Ciência e do livro de divulgação científica (alunos do 12.º A, B e C). Local de realização:Auditório. Prof.ª responsável – Ana Paula Pereira

Dia 2 de Março – 4.ª feira
11:35 - Atribuição de prémios do concurso “Faça lá um Poema” Local de realização: biblioteca.
11:55 -  Falar de Leituras (alunos do 9.º C) Local de realização: biblioteca. Prof. responsável Luís André

2011-02-24

leituras na Biblioteca


Já foi em Janeiro, mas a partilha de leituras é sempre notícia. Desta vez foram três alunos da turma C do 9.º ano que, numa aula de Língua Portuguesa, apresentaram aos seus colegas as leituras.

Um dos alunos, Rúben Cardoso, escreveu sobre Haxe de Manuel Arouca, livro apresentado por Inês Dias:

Sónia era uma adolescente que vivia com os pais e com o seu irmão Edgar. Sónia sentia-se desprezada pelos seus pais que apenas se preocupavam com  o bem-estar do filho. Edgar era um excelente aluno, desportista e conseguia o que queria.
O pai começou a sair à noite com o filho e incentivou-o a fumar haxixe para que ficasse mais desinibido. (…) Um dia a mãe encontrou o filho no quarto a fumar haxixe.
Todos estes acontecimentos fizeram com que Sónia fosse fazendo desenhos sobre a sua vida. O seu trabalho era bom e uma editora publicou-o, mas continuava a ser desprezada pelos pais.
Um dia, quando, em casa, mostrava o seu trabalho a grande número de repórteres, o seu irmão ameaçou suicidar-se. Os repórteres disseram-lhe uma verdade merecida – que ele era um drogado e que a sua irmã era muito melhor que ele. Ele argumentava que iria ser sempre melhor que ela e querendo demonstrar isso não se suicidou. No final de contas a irmã é que o salvou.


2011-02-22

Concurso Nacional de Leitura


Já foram divulgados os livros para a fase distrital do Concurso do Plano Nacional de Leitura que decorrerá em Abril. 

Para o 3.º Ciclo: 

Gonçalo M. Tavares. O senhor Valéry. 


Gonçalo M. Tavares, escritor português, nasceu em 1970 em Luanda. Publicou a sua primeira obra em Dezembro de 2001. Editou romances, contos, ensaio, poesia e teatro. Todas as suas obras estão a ser traduzidas.
Em Portugal recebeu o Prémio José Saramago 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP 2004, com o romance - Jerusalém (Caminho); o Prémio Branquinho da Fonseca da Fundação Calouste Gulbenkian e do jornal Expresso, com o livro O Senhor Valéry (Caminho); o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores com Investigações. Novalis (Difel); e o Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores "Camilo Castelo Branco" com água, cão, cavalo, cabeça 2007(Caminho).
Prémios Internacionais: Prémio Portugal Telecom 2007 (Brasil). Prémio Internazionale Trieste 2008 (Itália). Prémio Belgrado Poesia 2009 (Sérvia). Prix du Meilleur Livre Étranger 2010 (França) com "Aprender a Rezar na Era da Técnica". O seu livro Uma viagem à Índia, 2010, recebeu ontem o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores para a melhor obra de ficção de 2010.
 
      Ver o blogue sobre o autor
Um pequeno filme sobre a obra sr. Valéry


Agustina Bessa-Luís. Vento, areia e amoras bravas  

Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante, em 1922. A família do seu pai era do Norte do país e a sua mãe era espanhola.

Viveu durante a infância e adolescência na região de Entre-Douro e Minho e depois em Coimbra até 1948. Casou em 1945 com Alberto de Oliveira Luís. A partir de 1950 fixou residência no Porto.

Começou a escrever aos 16 anos e em 1948 publicou o seu primeiro romance, “Mundo Fechado”. 


Entre a sua vasta obra destacamos A Sibila (1953) Crónica do Cruzado Osb (1976), As Fúrias (1977), O Mosteiro (1980), O Vale Abraão (1991) e o seu último romance publicado, A ronda da noite (2006). O Prémio Camões (em 2004) está entre os múltiplos prémios recebidos pela autora. Também muitos dos seus livros receberam prémios. Destacamos Sibila, que recebeu os prémios Delfim Guimarães (1953) e Eça de Queirós (1954) e os livros que receberam o Prémio de Romance e Novela, Associação Portuguesa de Escritores: em 1983, Os Meninos de Ouro e, em 201, Jóia de Família.
 O artigo da wikipédia é útil e tem links importantes.


·     Para o Secundário:


Raquel Ochôa, A casa-comboio

É repórter e publicou duas obras em 2008: "O Vento dos Outros" e "Bana- Uma vida a cantar Cabo Verde". Em 2009 é publicado o seu primeiro romance "A Casa-Comboio", vencedor do prémio literário revelação Agustina Bessa-Luís.
Tem um blogue que pode ser visto aqui.



 Sándor Márai, As velas ardem até ao fim 


Sándor Márai (1900-1989) nasceu em Kassa, uma pequena cidade da Hungria, hoje Eslováquia. Seu pai era advogado e sua mãe professora. É um dos maiores escritores da língua húngara, sendo autor de mais de sessenta livros, alguns dos quais já editados em Portugal.  Escreveu seu primeiro romance aos 24 anos. A implantação do regime comunista em 1948 levou este escritor, que sempre escreveu em húngaro, ao exílio, tendo vindo a morrer em San Diego, nos Estados Unidos. Durante o período comunista, a sua obra foi proibida na Hungria. 




Todos os livros referidos e outros dos diversos autores aqui referidos podem ser requisitados na Biblioteca.