2012-10-29

Um livro para ler: Amor de Perdição




Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco  – uma das obras eternas da literatura portuguesa.

Vem este livro a propósito da comemoração dos 150 anos da sua publicação, levada a cabo pelo CCB (Centro Cultural de Belém).


Obra representativa do romantismo português, fala do amor sem limites e do ambiente social de normas rígidas em que o amor acontece. Simão Botelho, Teresa Albuquerque e Mariana são o triângulo desse amor que, em Viseu, vai contra tudo e contra todos; um amor a que só a morte consegue por fim... e no entanto perpetua-se, como amor eterno que é, capaz de romper as barreiras do tempo.

Provam-no os cineastas que já inspirou: José Vianna (Brasil), em 1918, António Lopes Ribeiro, em 1943, Manoel de Oliveira, em 1978, Mário Barroso, em 2008.

Consta que foi a vida atribulada, passional e impulsiva de Camilo Castelo Branco (1825 – 1890), escritor incontornável da literatura portuguesa, que inspirou muitas das suas obras literárias.

O Diário de Notícias e a Biblioteca Nacional Digital, que se associaram à comemoração dos 150 anos do Amor de Perdição,  disponibilizam ao grande público, através do sítio do Diário de Notícias,  12 dessas obras em formato digital.

2012-10-23

Sábados com histórias




Sábados com histórias é uma iniciativa da Biblioteca Municipal de D. Dinis, Pólo de Caneças, (fica aqui quase ao lado). Segundo os seus criadores esta é “uma atividade destinada a famílias que querem passar uma manhã diferente na biblioteca estimulando assim, momentos de afeto e cumplicidade através da leitura.”
Entre outubro de 2012 e junho de 2013, aos sábados de manhã, com início às 10:30 horas, pais e filhos, após a história, nos ateliês criativos, dão asas à imaginação.

Destinatários: crianças dos 3 aos 9, acompanhadas de um adulto.

Inscrição prévia (máximo 15 crianças) em: Telf. 924 458 984 ou –E-Mail. bmdd@cm-odivelas.pt

 imagem:http://www.escolaencontrorecife.com.br/wp-content/uploads/2011/01/leitura-criancas-lendo-ilustracao.jpg

2012-10-22

Um livro para ler, um filme para ver: O Gebo e a Sombra



“Casa pobre com janelas e duas portas ao fundo, uma para a rua e outra para a cozinha. Mesa com livros de escrituração comercial. Inverno, Cinco horas.
Anoitece.

SOFIA (espreitando à janela): Não tarda por aí... Já se começam a acender os lampiões da estrada. Pobre velho, há de vir cheio de frio. Todo o dia à chuva, toda a vida ao tempo... (Espreita outra vez). Não se vê nada para a rua. O café está quente. (Olha em roda). Deixa-me dar mais luz ao candeeiro... Ah!, a manta velha e os sapatos, senão põe-se aí a ralhar por causa dos sapatos... Há quantos anos faço todos os dias as mesmas coisas! (Baixinho,) Há quantos anos! (para Doroteia que entra.) O pai hoje demora-se, estará doente?”

Assim começa a peça de teatro de Raul Brandão; assim começa o filme de Manoel de Oliveira.
Brandão morreu há oitenta e dois anos; Oliveira tem cento e três anos.
Ambos são homens do Porto. Agora também estão unidos pelos belíssimos enquadramentos que Oliveira fez das palavras de Brandão.

É um retrato da condição humana: Gebo, um homem pobre, vive com a nora e a mulher que anseia o regresso do filho há oito anos desaparecido... Um dia, o filho voltará para maior desgraça da família... E a sombra?