2017-01-17

concurso nacional de leitura - fase escolas

Decorreu hoje a fase de escola do concurso nacional de leitura. Algumas dezenas de alunos do Secundário e do 3.ºciclo (estavam 60 inscritos) trataram de responder às questões solicitadas nas provas relacionadas com os livros que leram: Amor de perdição e Crónica do rei pasmado, no secundário, Inaudita guerra na Avenida Gago Coutinho e Os Lusíadas contados às crianças e lembrados ao povo.
Os alunos com os melhores resultados serão os nossos representantes na fase distrital.

2017-01-16

2017 ano internacional do turismo sustentável






Já atualizámos, aqui ao lado, a proposta que a ONU definiu como tema privilegiado para refletir este ano.
A resolução da Assembleia das Nações Unidas reconhece “a importância do turismo internacional e, em particular, a designação de um ano internacional de turismo sustentável para o desenvolvimento, para promover uma melhor compreensão entre os povos em todo o mundo, levando a uma maior consciencialização sobre o rico património das diversas civilizações”.
A data também procura promover uma “melhor apreciação dos valores inerentes às diferentes culturas, contribuindo assim para o fortalecimento da paz no mundo”.
A decisão de adotar 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento ocorreu num momento particularmente importante, quando a comunidade internacional adotou a nova Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aprovados pela Assembleia Geral da ONU em setembro de 2015. O turismo aparece como meta em três dos novos objetivos globais da ONU: no 8, 12 e 14.
Fontes.
- imagem:

- texto:
 

2017-01-15

Faça lá um poema: Alexandre O'Neill

No seguimento da promoção do Concurso Faça lá um Poema, do Plano Nacional de Leitura, até fevereiro, apresentaremos um poema por semana, que será distribuído a quem passa pela biblioteca.
Esta semana:

                    Cão

Cão passageiro, cão estrito,
cão rasteiro cor de luva amarela,
apara-lápis, fraldiqueiro,
cão liquefeito, cão estafado,
cão de gravata pendente,
cão de orelhas engomadas,
de remexido rabo ausente,
cão ululante, cão coruscante,
cão magro, tétrico, maldito,
a desfazer-se num ganido,
a refazer-se num latido,
cão disparado: cão aqui,
cão além, e sempre cão.
Cão marrado, preso a um fio de cheiro,
cão a esburgar o osso
essencial do dia a dia,
cão estouvado de alegria,
cão formal da poesia,
cão-soneto de ão-ão bem martelado,
cão moído de pancada
e condoído do dono,
cão: esfera do sono,
cão de pura invenção, cão pré-fabricado,
cão-espelho, cão-cinzeiro, cão-botija,
cão de olhos que afligem,
cão-problema…

Sai depressa, ó cão, deste poema!

O’Neill, Alexandre – Poesias completas. Lisboa: Assírio & Alvim, 2000, p.157
(cota na BESC: 821.134.3-1 O’NE POE) 


 Entrega o teu poema, identificado, na Biblioteca, até ao dia 17 de fevereiro.