2018-07-30
Férias de Verão
Pleno verão. No nosso jardim, o verde é assim. Algum problema com uma das bétulas que não está a aguentar um crescimento repentino e o tronco está a ceder.
Neste final de ano letivo, registamos, entre os nossos balanços, o aumento em 4% do empréstimo domiciliário, o que é um bom resultado para o qual contribuiu o empréstimo de muitos dos livros do projeto de leitura de Português que temos no nosso fundo documental. Descansemos um pouco. Boas férias.
2018-07-19
à boleia da língua
Durante esta semana, a biblioteca está a ser o espaço utilizado para a atividade Conversas à boleia da língua. «Estas “conversas” decorrem à volta de temáticas relevantes e propostas de práticas pedagógicas, no âmbito do ensino do Português, no 1.º Ciclo do Ensino Básico. Embora a iniciativa se direcione aos professores do 1.º Ciclo, estão convidados a participar os professores de outros níveis e ciclos de ensino do Agrupamento, a fim de promover “outros olhares” sobre o ensino do Português nos primeiros anos de escolaridade.»
Nas imagens, momentos da sessão de terça-feira, dia 17, sobre Leitura, que teve como convidada a Professora Maria Encarnação Silva, da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Lisboa.
2018-06-17
Do bem comum - textos de Português
Concluímos com este, a série de textos produzidos por alunos do 12.º ano na disciplina
de Português. Todos os sete textos que publicamos merecem ser lidos,
refletidos e usados como matéria para debate. Os textos, todos eles, são
exemplo de práticas de desenvolvimento de competências que integram o
perfil dos alunos à saída do secundário, neste caso, do desenvolvimento
do pensamento crítico e do pensamento criativo.
Os interesses
individuais e/ou os interesses coletivos?
Algumas pessoas consideram que o melhor da vida é a
autorrealização, alcançar os objetivos pessoais e profissionais, porém outras
pessoas consideram que os interesses comuns à sociedade devem sobrepor-se aos
interesses individuais. Em meu entender, deve haver um equilíbrio entre a luta
por uma vida melhor e a luta pelo bem comum.
Na minha opinião, se cada um realizar o seu papel
na sociedade acaba por contribuir, por um lado, para os seus interesses
pessoais e, por outro lado, para os interesses da sociedade. Considero que o
essencial para conciliar estas duas perspetivas é a honestidade. Se todas as
pessoas forem honestas, realizarem o seu trabalho sem necessidade de prejudicar
os outros para chegarem a cargos mais elevados e assim receberem um maior
ordenado, estarão a trabalhar em prol de si mesmos sem nunca afetar
negativamente os outros.
Para além disso, considero também que se uma pessoa
se sentir autorrealizada e tiver um emprego de que gosta, conseguirá mais
facilmente contribuir para o bem comum. Reformulando, uma pessoa feliz com a
sua própria vida terá maior disponibilidade para ajudar os outros a
autorrealizarem-se e a atingirem uma vida melhor. Por exemplo, se duas pessoas
que trabalham na mesma empresa não competirem entre si e entreajudarem-se terão
certamente mais benefícios pessoais, serão mais felizes e a própria empresa
também sairá beneficiada porque a cooperação e a felicidade aumentam a
produtividade, o que contribui para a sociedade em geral.
Em suma, não só estas duas perspetivas se podem
conciliar na sociedade atual, como os nossos interesses pessoais estão
profundamente associados aos interesses coletivos. Deste modo, se houver
honestidade e vontade, considero que é possível arranjar um equilíbrio em que
não sejamos só nós os beneficiados, mas também os outros que nos rodeiam e a
sociedade em geral.
Ana Oliveira – 12.ºCT1
Do bem comum - Textos de Português
Ainda mais dois textos produzidos por alunos do 12.º ano na disciplina de Português. Todos os sete textos que publicamos merecem ser lidos, refletidos e usados como matéria para debate. Os textos, todos eles, são exemplo de práticas de desenvolvimento de competências que integram o perfil dos alunos à saída do secundário, neste caso, do desenvolvimento do pensamento crítico e do pensamento criativo.
Conquista de
uma vida melhor e/ou luta pelo bem comum?
A conquista de
uma vida melhor e a luta pelo bem comum parecem, logo à partida, conceitos
bastante difíceis de conciliar, pois para satisfazer qualquer um deles, em
regra, o outro terá que ficar em segundo plano.
Pessoalmente, considero
que podem existir duas vertentes. Com efeito, existe aquele tipo de pessoas que
definem como objetivo de vida serem altruístas e, neste caso, é possível
conciliar os dois conceitos. Veja-se o exemplo de pessoas que conseguiram
ultrapassar o cancro e se dedicam a motivar e a ajudar outras pessoas que estão
ainda a tentar combater a doença, ou até mesmo ex-reclusos que se arrependem e
decidem redimir-se ajudando outras pessoas em dificuldade, e que poderão ter a
mesma motivação que os levou a cometer os crimes pelos quais foram presos.
Numa outra
vertente, temos as pessoas que definem objetivos específicos na vida e que, por
vezes, para os atingirem ignoram o bem comum. Temos o exemplo das carreiras
universitárias onde existe uma feroz competição para o lugar de melhor do
curso, acabando por todos darem o seu melhor e usufruir de todos os recursos ao
seu alcance, sem pensar se isto prejudicará ou não os outros. Como é evidente,
não podemos criticar estas pessoas, uma vez que todos nós, num determinado
momento da nossa vida, fomos egoístas e colocámos o nosso bem-estar em frente
do de outrem. Isto acontece porque o ser humano é egoísta no seu âmago, uns
mais do que outros, claro, mas este egoísmo funciona como mecanismo instintivo
e de sobrevivência que se mantém na constituição da mente do ser humano desde o
aparecimento do primeiro “Homem”.
Portanto, é possível
conciliar os dois conceitos desde que as pessoas queiram e se sintam realizadas
ao fazê-lo. Caso contrário, também não há mal nenhum em não o fazer, pois
trata-se de um comportamento completamente normal e toda gente o faz ou fez,
mesmo que o negue.
José
Nogueira – 12.ºCT1
2018-06-13
Do papel dos jovens - Textos Português
Publicamos
cinco textos produzidos por alunos do 12.ºCT1 no âmbito da disciplina
de Português. Trata-se de reflexões sobre o bem comum e sobre o papel
dos jovens enquanto indivíduos.
Este é o último:
“O
papel dos jovens enquanto agentes de transformação das sociedades”
Hoje
em dia, é bastante comum ouvirmos que o futuro são os jovens ou que ele se
encontra nas mãos dos mesmos. Esta ideia está em todo o lado: nas nossas casas,
nas televisões nas notícias, na internet... Exceto, muito provavelmente, na
cabeça dos próprios jovens.
É
certo que os jovens vão constituir a nova geração de adultos e que vão ser
responsáveis por tomar conta dos empregos e de educar as gerações seguintes. Assim
sendo, e por terem nascido numa altura diferente relativamente aos seus
antepassados, têm o dever de exercer essa maior flexibilidade de pensamento e
abertura a ideias novas, de maneira a conseguir que a sociedade evolua.
Outro
lado da questão é o espírito revolucionário característico da juventude. Este
caráter, que os leva a querer mudar o mundo, que os leva a questionar o que
nunca antes foi questionado, é o que os leva a ter novas ideias e a tentar
concretizá-las, é o que os leva a ser menos conformistas e mais ativistas. Na
minha opinião, é deste caráter opinativo e assertivo que os jovens devem
usufruir para que possam efetivamente melhorar a sociedade em que vivem.
Em
conclusão, acredito que os jovens se deviam aperceber do imenso poder que têm, uma
vez que são eles os únicos que podem provocar alterações, que podem mudar o
paradigma em vigor, até porque se não forem eles, quem será?
Teresa Fernandes, 12CT1
Do bem comum - Textos Português
Publicamos
cinco textos produzidos por alunos do 12.ºCT1 no âmbito da disciplina
de Português. Trata-se de reflexões sobre o bem comum e sobre o papel
dos jovens enquanto indivíduos.
Este é o quarto:
Um bem comum de interesse pessoal
Se, para uns, a conquista de uma
vida melhor é o principal objetivo, para outros, a luta pelo bem comum
sobrepõe-se aos interesses pessoais. Mas será que a luta por um bem maior não
acaba por ir ao encontro da procura de uma vida melhor e, consequentemente, dos
nossos projetos e interesses pessoais? Será que estas perspetivas não se
conciliam?
Na sociedade atual, um dos temas
mais abordados é a manutenção de um ambiente limpo e saudável. A luta por um
bem comum superior a todos nós: o planeta Terra. Talvez pensemos, ao tomarmos a
decisão de participar em ações de limpeza de matas e de praias, que se trata de
uma atitude totalmente altruísta. Mas, na verdade, não é do nosso interesse
pessoal estar numa praia limpa? Ou poder fazer um piquenique sem estarmos
rodeados de garrafas partidas e sacos de plástico abandonados? Exatamente, a
resposta parece-me ser afirmativa.
Mas se com o exemplo anterior ainda
não estiverem convencidos, pensemos agora na área da saúde. Esta, nos dias de
hoje, procura exaustivamente conhecer a origem e encontrar a cura para as mais
diversas doenças. Claro que se trata de um bem comum, afinal todos os anos
milhares de pessoas morrem com cancro e doenças degenerativas. Mas, mais uma
vez, será que não procuramos essas curas como uma salvaguarda, quer em relação
às pessoas que mais amamos, quer a nós próprios?
A verdade é que talvez as nossas ações não tenham só em vista um bem
comum afastado dos nossos interesses ou vice-versa e, sinceramente, não penso
que isso seja importante. Se refletirmos, o melhor será mesmo conciliar essas
duas vertentes. É o conjunto das duas que nos permite evoluir e conquistar
verdadeiramente aquilo que chamamos de “vida melhor”.
Vera Lobito, 12ºCT1
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