2018-06-13

Do papel dos jovens - Textos Português

Publicamos cinco textos produzidos por alunos do 12.ºCT1 no âmbito da disciplina de Português.  Trata-se de reflexões sobre o bem comum e sobre o papel dos jovens enquanto indivíduos.
Este é o último:


“O papel dos jovens enquanto agentes de transformação das sociedades”


Hoje em dia, é bastante comum ouvirmos que o futuro são os jovens ou que ele se encontra nas mãos dos mesmos. Esta ideia está em todo o lado: nas nossas casas, nas televisões nas notícias, na internet... Exceto, muito provavelmente, na cabeça dos próprios jovens.
É certo que os jovens vão constituir a nova geração de adultos e que vão ser responsáveis por tomar conta dos empregos e de educar as gerações seguintes. Assim sendo, e por terem nascido numa altura diferente relativamente aos seus antepassados, têm o dever de exercer essa maior flexibilidade de pensamento e abertura a ideias novas, de maneira a conseguir que a sociedade evolua.
Outro lado da questão é o espírito revolucionário característico da juventude. Este caráter, que os leva a querer mudar o mundo, que os leva a questionar o que nunca antes foi questionado, é o que os leva a ter novas ideias e a tentar concretizá-las, é o que os leva a ser menos conformistas e mais ativistas. Na minha opinião, é deste caráter opinativo e assertivo que os jovens devem usufruir para que possam efetivamente melhorar a sociedade em que vivem.
Em conclusão, acredito que os jovens se deviam aperceber do imenso poder que têm, uma vez que são eles os únicos que podem provocar alterações, que podem mudar o paradigma em vigor, até porque se não forem eles, quem será?

Teresa Fernandes, 12CT1
 

Do bem comum - Textos Português

Publicamos cinco textos produzidos por alunos do 12.ºCT1 no âmbito da disciplina de Português.  Trata-se de reflexões sobre o bem comum e sobre o papel dos jovens enquanto indivíduos.
Este é o quarto:




Um bem comum de interesse pessoal

Se, para uns, a conquista de uma vida melhor é o principal objetivo, para outros, a luta pelo bem comum sobrepõe-se aos interesses pessoais. Mas será que a luta por um bem maior não acaba por ir ao encontro da procura de uma vida melhor e, consequentemente, dos nossos projetos e interesses pessoais? Será que estas perspetivas não se conciliam?
Na sociedade atual, um dos temas mais abordados é a manutenção de um ambiente limpo e saudável. A luta por um bem comum superior a todos nós: o planeta Terra. Talvez pensemos, ao tomarmos a decisão de participar em ações de limpeza de matas e de praias, que se trata de uma atitude totalmente altruísta. Mas, na verdade, não é do nosso interesse pessoal estar numa praia limpa? Ou poder fazer um piquenique sem estarmos rodeados de garrafas partidas e sacos de plástico abandonados? Exatamente, a resposta parece-me ser afirmativa.
Mas se com o exemplo anterior ainda não estiverem convencidos, pensemos agora na área da saúde. Esta, nos dias de hoje, procura exaustivamente conhecer a origem e encontrar a cura para as mais diversas doenças. Claro que se trata de um bem comum, afinal todos os anos milhares de pessoas morrem com cancro e doenças degenerativas. Mas, mais uma vez, será que não procuramos essas curas como uma salvaguarda, quer em relação às pessoas que mais amamos, quer a nós próprios?
A verdade é que talvez as nossas ações não tenham só em vista um bem comum afastado dos nossos interesses ou vice-versa e, sinceramente, não penso que isso seja importante. Se refletirmos, o melhor será mesmo conciliar essas duas vertentes. É o conjunto das duas que nos permite evoluir e conquistar verdadeiramente aquilo que chamamos de “vida melhor”.

Vera Lobito, 12ºCT1

Do bem comum - textos Português

Publicamos cinco textos produzidos por alunos do 12.ºCT1 no âmbito da disciplina de Português.  Trata-se de reflexões sobre o bem comum e sobre o papel dos jovens enquanto indivíduos.
Este é o terceiro:


Se, para uns, a conquista de uma vida melhor é o principal objetivo, para outros, a luta pelo bem comum da sociedade sobrepõe-se aos interesses individuais.


Todos os seres humanos são diferentes, mesmo aqueles que por mera coincidência vieram ao mundo no mesmo momento. Disto pode-se concluir que existem prioridades diferentes para todos, sendo algumas destas incompatíveis na sociedade atual.
A meu ver, hoje em dia, é difícil de conciliar uma boa qualidade de vida em termos monetários com a luta pelo bem comum. Embora seja fundamental, em primeira instância, esclarecer que a definição de uma vida melhor varia de pessoa para pessoa. De facto, para uns, uma vida boa passa por ter muito dinheiro e viver à vontade, sem preocupações, enquanto que para outros uma vida boa implica uma combinação de bem-estar pessoal e capacidade monetária suficiente para não estar sempre preocupado, porque, sendo realistas, ninguém vive sem dinheiro.
A capacidade de combinar as duas perspetivas dependerá do que cada pessoa quiser dar de si. Quem receber muito dinheiro, apesar de poder doar algum e fazer algo para o bem comum, nunca irá abdicar de certas coisas de que poderia abdicar, como certas atividades complementares. Quem viver com os mínimos, terá que fazer o que pode e como pode para o bem comum.
Concluindo, mesmo que seja difícil combinar os interesses individuais com o bem comum na sociedade atual, acredito cegamente que com esforço e dedicação as pessoas conseguirão encontrar uma maneira de conciliar tudo.
Tomás Jorge , 12.ºCT1
 

Do bem comum - textos Português

Publicamos cinco textos produzidos por alunos do 12.ºCT1 no âmbito da disciplina de Português.  Trata-se de reflexões sobre o bem comum e sobre o papel dos jovens enquanto indivíduos.
Este é o segundo:

Se, para uns, a conquista de uma vida melhor é o principal objetivo, para outros, a luta pelo bem comum da sociedade sobrepõe-se aos interesses individuais.



A forma como as pessoas encaram o bem-estar da sociedade em que vivem e os seus próprios interesses e objetivos de vida diverge muito de cidadão para cidadão. É verdade que muitas pessoas dão primazia aos seus interesses individuais, enquanto outras se esforçam pelo bem comum. Mas não serão as duas perspetivas conciliáveis? A meu ver, está claro que sim.

                Compreendo perfeitamente quem se esforça por conseguir uma vida melhor (estaria a ser hipócrita se não o assumisse), mas isso não invalida que não se preocupem também com o bem comum da sociedade em que vivem. É perfeitamente possível investirmos em nós próprios (através da educação, da cultura, do ensino…) e, simultaneamente, procurar, através do voluntariado, por exemplo, contribuir com parte do nosso tempo e disponibilidade para uma sociedade mais justa.
Não obstante a importância que a nossa ajuda pode ter na vida de quem ajudamos, estou em crer que também nós beneficiamos com isso, por sabermos que estamos a ter um papel ativo na luta pelo bem comum. No fundo, a felicidade dos outros está em tudo relacionado com a nossa própria felicidade, fazendo todo o sentido o desejo de procurarmos o melhor para nós e para aqueles que nos rodeiam. Prova disso é a forma como vários voluntários de associações humanitárias como a Unicef e a Santa Casa da Misericórdia se sentem recompensados por poderem contribuir para um bem-estar geral.
Em suma, sou defensor de uma posição segundo a qual nos esforçamos para obter uma vida melhor, sem que para isso tenhamos de prejudicar aqueles que nos rodeiam.
Paulo Silva, nº20, 12ºCT1