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2021-04-23

25

 

No próximo domingo:
 
 
Preparava-me há pouco para entrar no sono pela emoliente alameda dos versos de Ben Ammar de Silves quando a brusquidão de um telefonema golpeou a elanguescente evocação da amada posta em gazela a olhar com narcisos. É a voz convulsa de um amigo. Entre afogueadas reticências anuncia-me um estouro de acontecimentos nos quais põe o sublinhado categórico de uma revolução: tanques no Terreiro do Paço; colunas militares sobre Lisboa; movimentos de tropas em vários pontos do país […]
São 6.45. As marchas militares são cortadas pelo emissor de Comando das F.A. e inicia-se uma transmissão de canções proibidas. […] Abro a janela. Rompe a estrela da manhã.
 
Natália Correia, Não percas a rosa, Lisboa, Dom Quixote, 1978, pp.11-18
 
A ler ou a requisitar na biblioteca da Secundária.

 

2014-04-28

Viva a Liberdade





Viva a Liberdade! São as palavras escritas, na fachada da escola, com que comemoramos os 40 Anos de Abril. 
E lá dentro continuam à vista pelas paredes da escola os cartazes que os alunos do 10.ºCM realizaram no âmbito destas comemorações, bem como as palavras de ordem que das paredes daquele tempo vieram para as nossas desenhadas pelos alunos do 12.ºE. São palavras de ordem trazidas pelo “dia inicial inteiro e limpo”: “Viva a liberdade” / “Nem mais um só soldado para Angola” / “Abaixo a reação” / “O povo unido jamais será vencido” / “A terra a quem a trabalha” / “Viva a reforma agrária” / “Direito à greve” / “Direito ao trabalho” / “Direito ao ensino”... e do Zeca “Eles comem tudo e não deixam nada”.
Comemoramos também Abril com aulas abertas na sala em frente da biblioteca, na qual os alunos de História do 12.º ano apresentam comunicações e debatem esses momentos de há 40 anos.
Concluindo as comemorações do Dia da Liberdade, sexta-feira, dia 2, às 10:05, no Auditório, convocam-se todos os alunos do secundário e convidam-se os professores para uma reunião geral de reflexão sobre a escola e a participação dos estudantes na sociedade, hoje.
E na biblioteca há uma exposição de fundo documental, sobre o 25 de Abril onde se encontram algumas das obras adquiridas recentemente, como. Os Rapazes dos Tanques, O Retorno de Dulce Maria Cardoso, D’este viver aqui neste papel descripto: cartas da guerra de António Lobo Antunes. Obras para serem lidas e, nalguns casos, requisitadas para bons momentos de leitura domiciliária.

2014-04-25

25 de abril

Abril de Sim, Abril de Não

Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.

Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.

Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.

Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer.

Manuel Alegre, 30 Anos de Poesia, D. Quixote, 1995

2014-04-24

Os Rapazes dos Tanques



"Onde é que eu estava no 25 de Abril? Estava mesmo lá - no 25 de Abril ..."
                                                                                 Alfredo Cunha

No âmbito das Comemorações dos 40 anos do 25 de Abril foi publicado  o livro Os Rapazes dos Tanques com fotografia de Alfredo Cunha e texto de Adelino Gomes com exposição homónima no Centro Português de Fotografia. O livro já o adquirimos; já está disponível na bilioteca e aqui fica o link para um pequeno filme sobre a exposição. 



O Centro Português de Fotografia 
Edifício da ex- Cadeia e Tribunal da Relação
Átrio da Sala Aurélio da Paz dos Reis (Piso 1)
Porto

2014-04-06

40 anos do 25 de abril






Passados 40 anos sob um dos momentos mais marcantes e belos da História de Portugal, divulgamos alguns endereços para aceder a informação sobre o 25 de abril de 1974






Na escola vamos saber comemorar esta data com um vasto programa de iniciativas. 
Viva o 25 de abril!

2013-04-24

25 de abril


Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen