2012-11-20

Um livro para ler: O Ano da Morte de Ricardo Reis, de José Saramago


Porque 16 de novembro de 2012 foi o primeiro Dia do Desassossego, quando Saramago “fez” 90 anos.


Há, em  O Ano da Morte de Ricardo Reis, personagens tão inesquecíveis como a Sete Luas e o Sete Sois (a Blimunda e o Baltasar) de Memorial do Convento:

o Ricardo Reis que regressa a Lisboa depois de uma estadia no Brasil

o Fernando Pessoa que, depois de morto, vem conversar e fazer companhia a Ricardo Reis

a Lídia, empregada de hotel que vive a vida como sente, se deita com Ricardo Reis e o protege

e Marcenda, com a sua mão paralítica, a fazer lembrar as odes de Ricardo Reis

e ainda a outra Lídia, a do heterónimo:

Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
    (Enlacemos as mãos.).

2012-11-14

Dicionário do ebook e sugestão de leitura

Iniciando a concretização do projeto, Novas Formas de Ler, Novas Formas de Aprender,  com que nos candidatámos ao concurso de apoio a Bibliotecas Escolares, promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian, não resistimos a divulgar o dicionário do ebook, criado e disponibilizado pelo professor bibliotecário Carlos Pinheiro, através do seu blogue Ler para crer, http://lerparacrer.wordpress.com/. Um blogue a seguir de perto.

Do mesmo blogue retirámos, também, o Booktrailer A Grande Fábrica de Palavras. Este livro, publicado pela editora Paleta de Letras, destina-se aos mais pequenos mas não só. É uma boa sugestão para o Natal.
Sinopse: Existe um país onde as pessoas quase não falam. Neste estranho país, é preciso comprar e engolir as palavras para pronunciá-las. O pequeno Filipe precisa das palavras certas para abrir o seu coração à bela Sara. Mas como fazer? O que ele lhe quer dizer custa uma fortuna




2012-11-12

Mais um livro para ler: Avieiros (1942), de Alves Redol


Foi o “Colóquio Alves Redol e as Ciências Sociais – a literatura e o real, os processos e os agentes” que nos levou a pensar em Avieiros, um livro que fala da “gente que vivia em barcos, pescando ou vendendo melões ou melancias, segundo as épocas. Nómadas do rio, como os ciganos na terra, tinham vindo da Praia da Vieira e faziam vida à parte: chamavam-lhes avieiros.” (Alves Redol, prefácio à 6ª edição de Avieiros)

Quando, ainda na adolescência, lemos o livro, fomos conduzidos pela emoção proporcionada pelo sentido épico de um povo que, apesar da precariedade das suas vidas, nunca deixou de lutar.

Hoje temos consciência da pesquisa etnográfica que Redol fazia antes de escrever as suas obras, procurando conhecer os hábitos, costumes e modos de vida daqueles de quem falava. Daí não surpreender o interesse que suscita aos estudiosos das ciências sociais.




 Alves Redol (1911-1969) é um dos escritores do movimento neorrealista que, em meados do século XX, colocou o “povo” no centro da ação.


2012-11-07

Relatório sobre o estado da literacia na União Europeia.

A Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) publicou no seu sítio, um breve resumo, sob o título Aja agora mesmo!,o relatório sobre o estado da literacia na União Europeia. Este relatório, elaborado por um conjunto de peritos, do qual fazia parte o professor Roberto Carneiro, foi apresentado, em Portugal, na VI Conferência do Plano Nacional. Pode ler-se no sítio da RBE, a seguinte informação: “ O relatório surgiu na sequência dos últimos resultados do Programa Pisa e enquadra-se no contexto da estratégia Europa 2020 da EU, para cuja concretização, a literacia constitui uma questão chave… Entre as recomendações deste relatório, merece destaque o reconhecimento e reforço do papel das bibliotecas escolares no livre acesso à informação, aprendizagem e desenvolvimento da literacia e a continuidade de apoio a este setor."

2012-11-05

Um livro para ler: O Vale dos Cinco Leões, de Ken Follet



"KenFollett é britânico e nasceu em 1949. Consagrado autor de bestsellers, é sobretudo conhecido pelos seus thrillers. O seu primeiro grande êxito registou-se com o livro O Olho da Agulha, que venceu o Edgar Award em 1978, mas entre os seus maiores sucessos conta-se Os Pilares da Terra e O Mundo sem Fim, dois romances históricos que se tornaram livros de culto no mundo inteiro. Estima-se que a obra de KenFollett tenha vendido acima dos 130 milhões de exemplares."
(Editorial Presença; http://www.presenca.pt/catalogue.ud121?oid=27736, 31 de outubro de 2012)

A história do Vale dos Cinco Leões passa-se no Afeganistão e tem no centro a luta entre espiões, uma funcionária de uma ONG (Organização Não Governamental) e afegãos pertencentes a fações opostas.

É um livro de suspense que, segundo o professor Luís André, “quanto mais se lê mais se quer ler; exige que se leia até ao fim. O que mais espanta no livro é o próprio suspense, a diversidade e qualidade de formas de escrita, assim como a diversidade de acontecimentos. Está realmente muito bem escrito: na linguagem e na organização da narrativa”.



2012-11-02

Fado na sala de professores com Bárbara Santos

No passado dia 22 de outubro, Dia da Biblioteca Escolar, a aluna Bárbara Santos, do 11.º E,  foi até à nova sala dos professores cantar Fernando Pessoa. Cantou e encantou todos os presentes que pediram mais e Bárbara acedeu a cantar um fado cuja letra é de sua autoria.
No final da atuação disse que se sentia feliz e realizada pois era algo que já há muito gostava de ter feito.

Com 16 anos feitos no mês passado, a Bárbara já tem um currículo vasto em participações em concursos, atuações na televisão e em casas de fado de Alfama, Bairro Alto e Martim Moniz.
Tendo como principais referências no fado Amália Rodrigues, Maria da Nazaré, Jorge Fernando e Raquel Tavarares, a Bárbara também gosta de ouvir outros estilos musicais como rock ou reggae sendo fã do Soja, dos Three Days Grace, Metallica e da Adele.
O sonho da Bárbara é ser fadista profissional e quando terminar o ensino secundário vai tentar entrar no Instituto Superior de Música.
No vídeo anterior a Bárbara canta "Sopro de Vida e de Emoção", um dos seus fados favoritos que deixamos aqui a letra da autoria de Rui Rocha.

Quero subir ao pico de uma serra
E encontrar ali uma nascente
Abrir os braços e abraçar a terra
Gritar bem alto que me sinto gente

Será que guardarei doce lembrança
Na caixa que o futuro me vai dar
Que viverei meu sonho de criança
Ou outro que ainda tenho p’ra sonhar

Cantando eu vou pedir à felicidade
Que deixe minha voz seguir seu fado
Feliz sei que o fará com mais vontade
E assim irá cantar por todo o lado

Se a serra me deixar sentir o vento
Num sopro de alegria e de emoção
Eu levarei comigo esse momento
Sentido e bem colado ao coração

2012-11-01

A Biblioteca Escolar pelas palavras do CEF

Integrando-se nas comemorações do Dia da Biblioteca Escolar os alunos do CEF escreveram sobre Bibliotecas, Livros e Leituras. Estes são alguns dos trabalhos produzidos:

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2012-10-31

Leitura

In: http://blogue.rbe.min-edu.pt/

PORDATA



A Fundação Francisco Manuel dos Santos e a Rede de Bibliotecas Escolares, numa iniciativa conjunta, tal como em anos anteriores, acabam lançar o concurso PORDATA, dirigido a professores e alunos do ensino secundário, Todas as escolas podem concorrer bastando para isso, dinamizar e apoiar a elaboração de trabalhos curriculares usando como principal fonte de informação a base de dados PORDATA.O melhor trabalho da escola será seleccionado e enviado à RBE até ao dia 4 de Abril de 2013, de acordo com o regulamento. Tal como sempre fizemos: Bora lá!.