2015-11-01

Ouvir-te ler

À procura dos melhores leitores dos diversos ciclos do Agrupamento (e agradecendo às bibliotecas que nos deram ideias, através dos seus blogues, para a elaboração deste regulamento):




As bibliotecas e os departamentos de Português e do Primeiro Ciclo do Agrupamento de Escolas de Caneças promovem um Concurso de Leitura Expressiva durante o ano letivo 2015/2016 que obedece ao seguinte regulamento:

1. 
O Concurso Ouvir-te Ler visa promover a competência da leitura pública em voz alta e o gosto de ouvir ler; insere-se no objetivo estratégico do projeto educativo do Agrupamento: Fomentar a educação para a leitura.

2.
Está aberto à participação de todos os alunos do ensino diurno do Agrupamento dos três ciclos do ensino básico e do ensino secundário.

3.
No segundo e terceiro ciclos do ensino básico e no ensino secundário, o Concurso decorre em 3 fases:
a) na primeira fase, de turma, é selecionado pelo professor de Português um aluno por cada turma, ficando ao critério do professor o processo de apuramento do representante da turma à segunda fase;
b) na segunda fase, de ano de escolaridade, são apurados, em sessões públicas nas bibliotecas, por um júri constituído pelo professor bibliotecário e dois professores de Português, os três melhores alunos de ano, que serão selecionados para a fase final;
c) na terceira fase, final, a realizar no auditório da Escola Secundária,  serão apurados os vencedores de cada Ciclo.
  
4. 
Na segunda e terceira fases os concorrentes deverão apresentar:
a) a leitura expressiva de um texto narrativo;
b) a leitura expressiva de um texto poético.

5.
 A seleção do texto narrativo será da responsabilidade dos professores organizadores e terá como limite máximo 250 palavras.
A seleção do texto poético será da responsabilidade dos alunos concorrentes e deverá incidir em autores portugueses.

6.
 A leitura dos dois textos deverá ter a duração de 2 a 5 minutos.

 7.
 A ordenação dos concorrentes far-se-á de acordo com os seguintes critérios e descritores:

Critérios Descritores/pontuação

 





8.
O processo de escolha dos representantes do primeiro ciclo, nomeadamente a escolha de textos e os critérios de pontuação, será definido pelo Departamento do 1.º ciclo em documento a anexar a este regulamento.
 



9.
Todos os participantes da segunda e da terceira fase receberão um certificado de participação.
 

10.
  Os alunos vencedores de cada ciclo receberão um prémio.




11. 
A sessão final do Concurso decorrerá durante a Semana da Leitura (de 14 a 18 de março de 2016), sendo o júri constituído pelo diretor do Agrupamento, dois professores de Português, a coordenadora do 1.º Ciclo e por um professor bibliotecário.

12. 
Calendarização:
Seleção dos representantes da turma - até dezembro.
Seleção dos representantes de escola ou de ano até ao fim de fevereiro.
Sessão final - 18 de março, pelas 15h30, no auditório.

13.
Os alunos concorrentes podem obter apoio junto dos professores bibliotecários para a escolha do texto a ler e para preparar a sua leitura nas bibliotecas.

14.
Todos os casos omissos neste Regulamento serão decididos pelo júri.

15.
As decisões do júri não são passíveis de qualquer tipo de reclamação ou recurso.

2015-10-26

dia português da biblioteca escolar


Outubro, mês internacional da biblioteca escolar, é o tempo da apresentação da biblioteca aos alunos das turmas que iniciam novos ciclos na escola: as do 8.º e 10.º anos. Trabalho feito.
Esperemos que todos a vejam como um espaço super.
Em força e a voar.
Assinalando o dia de hoje, dia português da biblioteca escolar, o cartaz de Antero Valério.



2015-10-23

Uma aventura no AquedutoConcurso literário



A Associação dos Amigos de Caneças propõe um concurso literário para os alunos das escolas do Agrupamento de Escolas de Caneças. É este o Regulamento:


Artigo 1º Objeto


1. O concurso “Uma aventura no aqueduto” é uma iniciativa da Associação dos Amigos de Caneças (AMIC), em parceria com o Agrupamento de Escolas de Caneças, que tem como objetivo estimular a participação dos alunos do referido Agrupamento, promovendo a sua criatividade, através do género literário do conto.

2. O aqueduto que serpenteia a parte norte de Caneças é constituído pelos aquedutos subsidiários que integram o Aqueduto das Águas Livres, a saber: o Aqueduto do Carvalheiro, o Aqueduto do Olival do Santíssimo, o Aqueduto do Vale da Moura e o Aqueduto do Poço da Bomba.

3. Pretende-se envolver a comunidade escolar do Agrupamento de Escolas de Caneças nesta iniciativa e fomentar o seu gosto pelo conhecimento da história local, assim como preservar o património histórico - cultural do lugar de Caneças.

4. As obras premiadas proporcionarão, posteriormente, a realização de um concurso para o ilustrador ou ilustradores das mesmas.


Artigo 2º Destinatários do Concurso



1º Escalão – Estudantes do 3º e 4º anos do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas de Caneças

2º Escalão – Estudantes do 2º ciclo do Agrupamento de Escolas de Caneças

3º Escalão – Estudantes do 3º ciclo do Agrupamento de Escolas de Caneças

4º Escalão – Estudantes do ensino secundário do Agrupamento de Escolas de Caneças


Artigo 3º Composição do Júri para avaliação dos contos


1.Avaliação dos contos pré-selecionados pelo Júri do concurso, constituído por doze elementos, a saber: dois professores de Português, um Representante do Agrupamento de Escolas de Caneças, um Representante dos Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Caneças, os três Professores Bibliotecários do Agrupamento de Escolas de Caneças, um Representante da Junta da União das Freguesias da Ramada e Caneças, um Representante da Câmara Municipal de Odivelas, uma personalidade/entidade individual ou coletiva (convidada pela AMIC), um escritor convidado, um representante da Porto Editora.

2. O escritor convidado terá voto de qualidade em caso de empate.


Artigo 4º Condições de participação


1. O concurso é dirigido aos participantes referidos no artigo 2º.

2. Os contos podem ser apresentados de forma individual ou em co-autoria. Cada candidato pode apresentar mais do que uma proposta, mas cada proposta deve ser feita separadamente, cumprindo o presente Regulamento.

3. Cada obra apresentada terá que ser acompanhada da Ficha de Candidatura anexa (Anexo I) ao presente Regulamento, devidamente preenchida e assinada pelo representante (maior de idade) no âmbito do concurso.


Artigo 5º Requisitos essenciais do conto


1. Os contos devem ser originais e inéditos.

2. Cada conto deve ser apresentado a concurso na letra Times New Roman, corpo 12, espaço 1,5.

3. 1º Escalão - o conto apresentado pode conter até duas páginas; 2º Escalão- o conto apresentado pode conter até cinco páginas; 3º Escalão- o conto apresentado pode conter até dez páginas; 4º Escalão- o conto apresentado pode conter até quinze páginas.


Artigo 6º Apresentação do conto


1. Os contos concorrentes devem ser apresentados em duas cópias em papel, no formato A4, acompanhadas de uma gravação, CD ou PEN, em formato pdf.

2. As obras concorrentes em qualquer das fases do concurso devem ser assinadas apenas com o pseudónimo do autor, que deve ser utilizado para identificar todos os ficheiros informáticos e materiais sujeitos à apreciação do júri.

3. As obras concorrentes devem ser entregues em sobrescrito fechado, identificado com o título da obra, o nome e o pseudónimo do autor (coincidente com o pseudónimo usado na obra).

4. O sobrescrito deverá ainda conter a ficha de inscrição, conforme anexo ao Regulamento (Anexo I).

Artigo 7º Causas da exclusão


1. As candidaturas que não observem o disposto nos artigos anteriores serão excluídas do Concurso.

2. Os autores são responsáveis integralmente pela violação de qualquer direito de autor e por quaisquer danos patrimoniais e não patrimoniais causados a outrem por motivo dessa violação.



Artigo 8.º – Prazos e Local de Entrega das propostas


1. Os alunos devem entregar o Conto e a ficha de candidatura até ao dia 8 de abril de 2016.

2. As propostas devem ser entregues nas Bibliotecas da Escola dos Castanheiros ou da Escola Secundária de Caneças, para posterior receção pela Associação dos Amigos de Caneças.



Artigo 9º – Prémios dos contos selecionados pelo Júri


1. Em cada escalão serão selecionados três vencedores.

2. Os prémios aos vencedores são patrocinados pela Porto Editora e pela Associação dos Amigos de Caneças.

3. Os doze contos vencedores serão objeto de publicação digital, num primeiro momento.

4. Os exemplares dos trabalhos apresentados não serão devolvidos aos concorrentes.



Artigo 10º Divulgação das propostas

1. A utilização do conto poderá compreender a divulgação através de: exposição em público, publicação pela imprensa ou por qualquer outro meio de reprodução gráfica, a distribuição, a difusão por qualquer processo de reprodução de sinais, sons ou imagens, a adaptação ao suporte material, a reprodução, direta ou indireta, temporária ou permanente, por quaisquer meios e sob qualquer forma, no todo ou em parte.

2. A utilização de todos os contos, os pré-selecionados e os vencedores, para os fins constantes do presente Regulamento, não confere ao respetivo autor o direito a qualquer prestação suplementar de natureza pecuniária ou outra.

3. Em todas as utilizações aqui previstas, os autores dos contos serão identificados.

4. Os candidatos dos contos vencedores, não vencedores e excluídos serão informados.

5. A entrega dos prémios aos três contos vencedores em cada escalão terá lugar na Festa de Encerramento do Ano Letivo, na escola dos alunos premiados. Aos autores dos contos não premiados será atribuído um diploma de participação.


Artigo 11.º – Disposições Finais

1. A participação neste concurso implica a aceitação integral destas normas.

2.Todos os casos omissos serão resolvidos, em definitivo, pela entidade organizadora.



2015-10-17

pobreza zero






 

A nossa escola tem como objetivo estratégico, inserido no seu projeto educativo, o de «fomentar a educação para a cidadania assente na participação social e comunitária ativa e responsável». 
Hoje, é o dia contra a pobreza. O Público apresenta aqui uma interessante infografia sobre o problema a partir dos objetivos para um desenvolvimento sustentável.
Segunda-feira, convidamos professores e alunos  a ler o Manifesto contra a pobreza no primeiros tempos de cada turma.




2015-10-13

catálogo da Biblioteca

O catálogo da nossa biblioteca passa a estar disponível  a partir dos serviços da Rede das Bibliotecas Escolares neste endereço .

Está a terminar, assim, a nossa participação na plataforma Ser online, projeto que desenvolvemos em conjunto com outras escolas e que foi considerado uma ideia com mérito.

A alteração deve-se ao facto de ter cessado o apoio financeiro da Fundação PT, deixando-nos na impossibilidade de suportar o custos do alojamento na rede.

Agora, o conhecimento do nosso fundo pode ser objeto de consulta aqui ao lado neste blogue.

2015-09-25

2015 / 2016


Começar no outono, em contraciclo com a natureza, permite ver os dourados e vermelhos a intrometerem-se entre os verdes da vinha virgem que vislumbramos das janelas da nossa biblioteca.
E, assim, começamos este ano letivo, agora com mobiliário novo, e com o convite para nos visitarem e acordarem leituras connosco.
Bem-vindos.


2015-06-02

mistério na biblioteca 5


Quem são os escritores do quinto mistério?

Miguel Torga:

Bichos, Novos Contos da Montanha, Poesia, A Criação do Mundo, Diário, O senhor Ventura, Poesia Completa, Portugal, Vindima, entre outros.

Os livros de Miguel Torga encontram-se na estante da literatura em língua portuguesa, classe 821.134.3


 «Miguel Torga (pseudónimo de Adolfo Correia Rocha) nasceu em S. Martinho de Anta (12.08.907) e morreu em Coimbra (17.01.995). É autor de uma obra extensa e diversificada, compreendendo poesia, diário, ficção (contos e romances), teatro, ensaios e textos doutrinários.

 Em 1934, ao publicar o ensaio intitulado A terceira voz, o médico Adolfo Rocha adota expressamente o nome de Miguel Torga. Associando o fitónimo “torga” – evocativo de resistência e de pertinaz ligação à terra, propriedades de um pequeno arbusto do mesmo nome- a "Miguel"- nome de escritores ibéricos (Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno), de artista visionário e genial (Miguel Ângelo) e de Arcanjo com forte motivação semântica (“Quem como Deus”), o poeta (então, com apenas 27 anos) escolhe um programa ético e estético centrado no confessionalismo e na busca de autenticidade.»

 José Augusto Cardoso Bernardes, Miguel Torga, in http://cvc.instituto-camoes.pt/seculo-xx/miguel-torga-3700.html#.VW1pu4fbLbg (consultado em junho de 2015)


Filho de pais pobres, tem uma infância e juventude atribuladas: trabalha aos dez anos em casa de parentes, no ano seguinte segue para o seminário de Lamego, mas dois anos depois já está a emigrar para o Brasil para trabalhar na fazenda do tio, proprietário de uma fazenda de café em Minas Gerais, onde fica até 1925. O tio proporciona-lhe os estudos liceais e a sua boa prestação como aluno leva-o a voltar para Portugal onde conclui o liceu e a entrar na Universidade de Coimbra, onde se licenciará em Medicina.
A entrada para a universidade coincide com a publicação de Ansiedade, o seu primeiro livro de poemas. 
Além da obra poética, o seu trabalho literário também abarca a ficção, por exemplo, Vindima, Portugal , os contos Bichos e Contos da Montanha, o diário que escreve desde os anos 30, o romance autobiográfico A Criação do Mundo, e diversas peças de teatro.

 «A obra de Torga tem um carácter humanista: criado nas serras transmontanas, entre os trabalhadores rurais, assistindo aos ciclos de perpetuação da natureza, Torga aprendeu o valor de cada homem, como criador e propagador da vida e da natureza: sem o homem, não haveria searas, não haveria vinhas, não haveria toda a paisagem duriense, feita de socalcos nas rochas, obra magnífica de muitas gerações de trabalho humano».

 in http://pt.wikipedia.org/wiki/Miguel_Torga

Ver também: Miguel Torga A voz do chão, Biblioteca Nacional de Portugal, in http://purl.pt/13860/1/miguel-torga.htm


Lev Tolstoi:
Guerra e Paz, Anna Karénina, A Morte de Ivan Ilitch. Os livros de Lev Tolstoi encontram-se na estante da literatura em línguas eslavas, classe 821.16

«Lev Nikolayevich Tolstoi, mais conhecido em português como Leon, Leão ou Liev Tolstoi Yasnaya Polyana, 9 de setembro de 1828 — Astapovo, 20 de novembro de 1910) foi um escritor russo.

Além de sua fama como escritor, Tolstoi ficou famoso por tornar-se, na velhice, um pacifista, cujos textos e ideias contrastavam com as igrejas e governos, pregando uma vida simples e em proximidade à natureza.

Junto a Dostoiévski, Turgueniev, Gorki e Tchecov, Tolstoi foi um dos grandes mestres da literatura russa do século XIX. Suas obras mais famosas são Guerra e Paz, sobre as campanhas de Napoleão na Rússia, e Anna Karenina, onde denuncia o ambiente hipócrita da época e realiza um dos retratos femininos mais profundos e sugestivos da Literatura.[1]

Morreu aos 82 anos, de pneumonia, durante uma fuga de sua casa, buscando viver uma vida simples.»

In http://pt.wikipedia.org/wiki/Liev_Tolst%C3%B3i


Machado de Assis:
Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, O Alienista. Os livros de Machado de Assis encontram-se na estante da literatura em língua portuguesa, classe 821.134.3

«Joaquim Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria a tornar-se o maior escritor do país e um mestre da língua, perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedica ao menino e o matricula na escola pública, única que frequentará o autodidata Machado de Assis.»


Vendedor de doces (com a morte do pai, a mãe tinha-se empregado com doceira de um colégio), não deixa de procurar aprender. Beneficia da proteção da sua madrinha e publica, aos 17 anos, um primeiro poema numa revista literária. Trabalha como tipógrafo e não se afasta do mundo dos jornais e da literatura. Das colaborações literárias em revistas para os primeiros livros e peças teatrais, Machado de Assis vai construindo um caminho de sucesso que o tornará no grande romancista brasileiro do século XIX. Inicialmente ligado ao período romântico, as suas obras mais conhecidas, como Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro, evidenciam uma aproximação ao realismo. 

Adaptado de: http://www.releituras.com/machadodeassis_bio.asp e de  http://pt.wikipedia.org/wiki/Machado_de_Assis

2015-05-17

represálias da tentação

No passado dia 14, a biblioteca associou-se ao lançamento do livro de poesia As represálias da tentação do nosso aluno do 12.º ano do curso profissional de técnico de turismo, Diogo Guedez.
Editado pela Poesia Fã Clube, o livro pode ser adquirido aqui também em versão e-book.













 Com a sala cheia, as professoras Rosa Silva e Ana Tomás apresentaram a obra e o autor, tendo   os colegas do Diogo lido alguns dos poemas do livro.
Nesta primeira obra, respira-se o pulsar poético do Diogo, condição primeira para continuar a escrever.
Para a escola, naturalmente, fica o orgulho de termos um aluno que se inicia nestas lides e o desejo que tenha muito sucesso no futuro.

2015-05-11

o quinto mistério na biblioteca


QUEM SÃO ESTES  ESCRITORES?
QUAIS AS SUAS OBRAS QUE EXISTEM NA BIBLIOTECA?   A
Transmontano, era médico dos ouvidos, nariz e garganta, em Coimbra, e assinava os seus livros com outro nome que passou a ser o seu. A sua vida percorreu grande parte do século XX.
Poeta, escreveu e publicou, ao longo da sua vida, um diário, no qual integrava poemas e reflexões diversas. Escreveu também contos com alguns bichos e muita montanha. Mas a sua obra está associada principalmente à poesia.
O indivíduo e a sua relação com a terra, a força agreste de Trás-os-Montes, e o sentido da liberdade são elementos definidores da sua obra.


B

 Este escritor russo viveu a maior parte da sua vida no século XIX. A sua obra apresenta-se com uma dimensão universal seja pelo realismo das situações, seja pela intensidade da mensagem. Dos seus romances mais conhecidos, alguns de grande extensão, tanto nos deparamos com o carácter épico e dramático da guerra e a harmonia da paz como lemos a intensidade da paixão de uma mulher casada por um homem que não era o seu marido.
 
 
C
Grande escritor brasileiro do século XIX. Filho de gente pobre, vai aprendendo por si enquanto trabalha para apoiar o orçamento familiar. Consegue publicar o seu primeiro poema aos dezasseis anos, numa revista que divulgava talentos literários, então do período romântico, e a partir de então começa o seu caminho literário.
Das obras que escreveu, uma é particularmente conhecida entre nós, a que nos fala dos amores e ciúmes de Bento Santiago, casmurro, por alcunha, pela sua Capitolina, uma rapariga muito pra frente. Até se casaram mas os ciúmes podem dar cabo de tudo.

 

2015-05-10

rostos de Timor

 No átrio de entrada da Secundária, pode ser vista a exposição Retratos de Timor, com exercícios que os alunos das turmas C e D do 9. ano realizaram na disciplina de Educação Visual.
Os trabalhos partiram do reconhecimento da obra  Timor Leste, rostos de esperança de José Manuel Revez, que pode ser consultada na biblioteca.

E, uma vez mais, lembramo-nos de Timor, esse país que está sempre tão perto de nós.


· 
 

2015-05-04

mistério na biblioteca 4

quem são os escritores do quarto mistério?



  A: Alexandre Dumas: Os Três Mosqueteiros, O Conde de Monte-Cristo. A Túlipa Negra.

 Os livros de Alexandre Dumas encontram-se na estante da literatura juvenil, classe 82-93



Alexandre Dumas, de seu verdadeiro nome Alexandre Davy de la Pailleterie, nasceu perto de Paris em 1802.

O seu pai foi um general francês de origem antilhana (da ilha de São Domingo), filho natural do marquês de la Pailleterie e de uma escrava negra, Marie-Zézette Dumas.
Órfão de pai muito cedo, Dumas, estuda para ajudante de notário sem grandes resultados. Interessa-se pelo teatro e começa a escrever peças em conjunto com Adolphe de Leuven, um amigo que o iniciou na poesia moderna dos românticos. Em 1823, instala-se em Paris e, dois anos depois, vê a primeira peça representada numa sala de teatro. Instalado no meio literário, bibliotecário do duque de Orléans, o escritor vai prosseguindo uma carreira de sucesso como autor teatral.
Em 1844, Dumas publica, com a colaboração de Auguste Maquet, Os Três Mosqueteiros, as aventuras de d'Artagnan, Athos, Porthos et Aramis, unidos pela célebre divisa " Un pour Tous, tous pour un".
Segue-se a publicação, no ano seguinte de O Conde de Monte Cristo, a história de Edmond Dantès, jovem oficial da marinha mercante que, de prisioneiro inocente se torna num detentor de uma grande fortuna que lhe permite preparar a vingança sobre os que lhe fizeram mal.
Alexandre Dumas é um escritor do período romântico, marcado pelo gosto pela história antiga, pela liberdade, e pelas grandes causas humanas. Com uma vida pessoal muito agitada, Dumas teve diversos filhos fora do casamento. Um dos seus filhos, que perfilhou alguns anos depois do seu nascimento, foi Alexandre Dumas Filho, o criador da famosa peça A Dama das Camélias.

 Informação retirada de http://www.alalettre.com/dumas-bio.php (consultado em 2015)
.
B: Bocage: Obra Completa: Sonetos (vol.I) Cantatas, Canções, Idílios, Epístolas, Odes e Cantos (Vol. II) Apólogos ou Fábulas Morais, Epígramas, Poesia sobre Mote, Poesia Anacreôntica, Endechas, Elegias, Epicédios (vol III), Sátiras, Madrigal, Poesias Várias, Epitáfios, Improvisos, Elogios, Dramas, Prólogos de Peças Teatrais, Fragmentos -- Anexos (Vol IV) Poesias Eróticas, Burlescas e Satíricas (Vol V).
Os livros de Bocage encontram-se na estante da literatura em língua portuguesa, classe 821.134.3.
O poeta Bocage nasceu em Setúbal no ano de 1765 e morreu em Lisboa,
em 1805.
Com 16 anos ingressa no exército, mudando logo a seguir para a marinha, de onde deserta. De 1786 a 1790, como guarda-marinha, viaja e vive no Brasil, na Índia e em Macau.
Regressa a Lisboa, aderindo à recém-fundada Academia das Belas-Letras, da qual será expulso quatro anos mais tarde.
Inicia a sua vida como literato publicando diversos livros de poemas e fazendo traduções de textos clássicos latinos e de obras francesas. É nesta época que leva «uma vida de boémia, de franco convívio com o "bas-fond" da cidade. A sua peculiar experiência de vida, a irreverência, a extroversão, a emotividade, a frontalidade, a ironia, a percepção aguda da realidade e o imenso talento que o caracterizavam, de imediato, lhe granjearam um séquito de admiradores incondicionais. No "Botequim das Parras", no "Café Nicola" e noutros lugares de encontro dos noctívagos lisboetas, Bocage foi rubricando críticas aceradas aos múltiplos problemas nacionais, ao despotismo de Pina Manique, ao ambiente de suspeição em que se vivia, à natureza do regime e à ausência dos direitos humanos mais elementares.» (Daniel Pires)
Alvo de suspeitas por ter ideias progressistas e de ser membro da Maçonaria, será preso em 1797 e transferido para as prisões da Inquisição.
À suspeita política de ter ideias revolucionárias, num tempo que era o da Revolução Francesa e da propagação das ideias do Iluminismo, acrescia a crítica a uma vida considerada “desordenada nos costumes” e a publicação de poemas eróticos e satíricos que fizeram a sua fama como autor, e que se tornaram a obra mais proibida da literatura portuguesa. «
Bocage viveu num período de transição, conturbado, em convulsão. A sua obra espelha essa instabilidade. Por um lado, reflecte as influências da cultura clássica, cultivando os seus géneros, fazendo apelo à mitologia, utilizando vocabulário genuíno; por outro lado, é um pré-romântico pois liberta-se das teias da razão, extravasa com intensidade tudo o que lhe vai na alma, torrencialmente expressa os seus sentimentos, faz a apologia da solidão.»
Adaptação de textos de Daniel Pires consultados em http://purl.pt/1276/1/index.html, Biblioteca Nacional, 2005, (consultado em maio de 2015)





C: Jorge Amado: O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Mar Morto, Capitães de Areia, Dona Flor e os seus dois maridos, Teresa Batista cansada de guerra, entre outros

Os livros de Jorge Amado encontram-se na estante da literatura em língua portuguesa, classe 821.134.3, e também na estante da literatura juvenil, classe 82-93.


 Nasceu em 1912, filho de um fazendeiro de cacau e morreu em 2001, em Salvador da Baía.
Passou a infância em Ilhéus e fez os estudos secundários em Salvador; data deste período o início de uma colaboração em jornais e na vida literária.
Em 1931 publica o seu primeiro romance (O país do carnaval). Prossegue estudos superiores na Faculdade de Direito no Rio de Janeiro, que conclui em 1935.
Militante comunista, foi obrigado a exilar-se por diversas vezes na sua vida. Em 1945, numa fase democrática do Brasil, foi eleito membro da Assembleia Nacional Constituinte. Mas a ditadura volta ao seu país e, de 1947 aos anos 50, volta ao exílio, agora, na Europa.
«De volta ao Brasil, Jorge Amado afastou-se, em 1955, da militância política, sem, no entanto, deixar os quadros do Partido Comunista. Dedicou-se, a partir de então, inteiramente à literatura. Foi eleito, em 6 de abril de 1961, para a cadeira de número 23, da Academia Brasileira de Letras, que tem por patrono José de Alencar e por primeiro ocupante Machado de Assis.»
A obra literária de Jorge Amado mostra a vida dos brasileiros do sertão e da Baía, em retratos vivos da sua população negra e mestiça, dos meninos de rua, mas também dos coronéis do cacau e dos pequeno-burgueses de Ilhéus ou de Salvador, evidenciando os problemas e as injustiças sociais que flagelavam aquele tempo e que o escritor denuncia, ao mesmo tempo que nos mostra as crenças dos baianos no Candomblé ou a sensualidade que envolve as suas personagens. Os seus romances, ricos em lirismo e emoções, expressam uma das vozes mais originais da literatura brasileira.
Daí, tantas delas terem sido adaptadas ao cinema e à televisão, tendo uma dessas adaptações, a telenovela Gabriela Cravo e Canela, tido um sucesso extraordinário no nosso país não só na sua primeira versão nos anos 70 do século passado, como também na versão mais recente de 2012. 

 Baseado em http://www.jorgeamado.org.br/?lang=pt (consultado em maio 2015)

Descobriu o quarto mistério: Rui Grilo, do 8.º C