2015-12-16

montra da BE 1


  

Já nos faltam poucos dos livros recomendados para o projeto de leitura do 10.º ano. Os últimos que acabaram de chegar são:




Claudio Magris, Danúbio, Quetzal, 2010 





 





«Danúbio, de Claudio Magris, é um dos grandes romances europeus do nosso tempo —um romance classificado na categoria de literatura de viagens, cujo tema principal serve de pretexto para explorar e dissertar sobre a cultura centro- -europeia, ou seja, da Mitteleuropa. Danúbio obteve o Prémio Príncipe das Astúrias das Artes em 2004. No entanto, o romance foi escrito durante o período do alargamento da União Europeia, no início dos anos oitenta do século XX. Magris serve-se do Grande Rio que atravessa a Europa Central como se fosse o fio de Ariadne, isto é uma linha de orientação para atravessar o conjunto de culturas e etnias que se entrecruzam, sobrepõem mas raras vezes se misturam ou diluem umas nas outras insistindo, pelo contrário, no esforço de preservar uma identidade cultural face à força do federalismo e da standartização cultural e económica. Essa viagem através do Danúbio (atravessando a Alemanha, a Áustria, a Hungria, a antiga Jugoslávia, a Roménia e a Turquia), o grande rio europeu, é a viagem pela história e pelo imaginário do nosso continente. Uma obra-prima.»

Sinopse da obra em http://www.quetzaleditores.pt/livros/ficha/danubio?id=5101558 (consult. Dez.2015)


Peter Carey, O Japão é um lugar estranho, Tinta da China, 2009


Viagem de Um Pai com o Seu Filho ao País da Manga e do Anime 
«Escrito com a destreza narrativa de um romancista de créditos firmados (vencedor do Booker Prize por duas vezes), este livro traz em si, também, a urgência da reportagem e a capacidade de observação do melhor jornalismo. Revela-nos aquilo a que muita gente ainda não terá dado a atenção necessária: que há uma nova geração de adolescentes ocidentais a crescer, nesta primeira década do século XXI, sob a influência da cultura popular japonesa. Peter Carey conduz o filho e é conduzido (levando-nos a nós também nessa viagem) pelos labirintos de uma cultura cheia de códigos mais ou menos impenetráveis para um estrangeiro. Uma cultura bem mais transparente para um adolescente familiarizado com os universos da manga e do anime do que para um adulto à procura de uma chave que se revela quase sempre "lost in translation".» Carlos Vaz Marques

 (consult. Dez.2015)


 


 Ondjaki, Os da minha rua, Caminho, 2007


«Há espaços que são sempre nossos. E quem os habita, habita
também em nós. Falamos da nossa rua, desse lugar que nos
acompanha pela vida. A rua como espaço de descoberta, alegria,
tristeza e amizade. Os da Minha Rua tem nas suas páginas tudo isso.»

BIOGRAFIA
«Ondjaki nasceu em Luanda, em 1977. Prosador. Às vezes poeta. Correalizou um documentário sobre a cidade de Luanda (Oxalá cresçam Pitangas, 2006). É membro da União dos Escritores Angolanos. É licenciado em Sociologia. Está traduzido em francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio, e sueco. Prémio Literário Sagrada esperança 2004 (Angola) e Prémio Literário António Paulouro 2004, com e se amanhã o medo (contos); Grande Prémio de Conto «Camilo Castelo Branco» C. M. de Vila Nova de Famalicão».


 
 

(Anónimo), Lazarilho de Tormes, Vega, 2003


«Lazarillo de Tormes, originalmente intitulada La vida de Lazarillo de Tormes  y de sus fortunas y adversidades é um romance espanhol anónimo, escrito em primeira pessoa e em estilo epistolar (como uma única e longa carta), cuja edição conhecida mais antiga data de 1554. A obra relata de um modo autobiográfico a vida de Lázaro de Tormes, no século XVI, do seu nascimento e da sua mísera infância até o seu matrimónio, já na idade adulta.
É considerada precursora da novela picaresca por elementos como o realismo, a narração em primeira pessoa, a estrutura itinerante entre vários amos e a ideologia moralizante e pessimista.» (adaptado)  In https://pt.wikipedia.org/wiki/Lazarillo_de_Tormes (consult. Dez.2015)



2015-11-30

concurso nacional de leitura2015-16 fase escola





Estão abertas as inscrições para a fase de escolas do concurso nacional de leitura deste ano letivo. São destinatários os alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário deste agrupamento. As Inscrições podem ser efetuadas nas bibliotecas das escolas (Castanheiros e Secundária) até ao dia 4 de janeiro de 2016.
As obras a concurso são, para o 3.º ciclo: 

 para o secundário: 

  
 boas leituras.

 

2015-11-19

textos dos nossos alunos 2





O Pequeno Eucalipto

Num longínquo bosque denominado "Bosque dos 100 Acres" vivia um pequeno eucalipto. Era o eucalipto mais pequeno do bosque.
Todos os anos, por volta de junho, os homens iam abater árvores para as transformar em livros, exceto o nosso pequeno eucalipto que todos os dias se lamentava por estar preso à terra.
O sol, as nuvens, as outras árvores e até os pequenos animais que ali coabitavam ralhavam com o pequeno eucalipto por tais lamentações.
Certo dia, apareceu por lá uma rapariga. Ela era morena, de olhos verdes, de cabelo encaracolado e preto. Esta menina trazia na mão um objeto estranho, meio prateado. Ela apontou para o pequeno eucalipto, carregou num botão e surgiu uma luz forte, intensa. Depois a menina ficou lá até ao anoitecer.
Todos os dias a menina repetia o mesmo, até que o pequeno eucalipto se esqueceu da “paranóia” dos livros.
Passados cinco anos, os homens apareceram no bosque e cortaram o eucalipto. Ao sabê-lo a menina ficou muito triste e fartou-se de lamentar. Nesse dia, pela primeira vez, foi vista uma árvore a chorar.
Seguidamente, o eucalipto foi transformado em livro e levado para uma papelaria onde permaneceu durante 10 longos anos. Todas as manhãs relembrava a vida no bosque e todas as noites sonhava estar nos braços de um leitor. Até que um dia uma mulher de olhos verdes, morena, de cabelo preto e com um objeto estranho prateado entrou na papelaria e comprou aquele livro.
Ter comprado o tal livro não foi ao acaso porque a ex-menina, assim que o viu, reconheceu o pequeno eucalipto da sua infância.

 B.I. 10ºLH1

2015-11-17

textos dos nossos alunos






O meu nome é Maria



O meu nome é Maria. Sou divertida, sincera e criativa. Sou de cor. Não a cor negra, nem branca, nem mulata. Azul!
Oh! Peço desculpa. Esqueci-me de avisar que sou um livro. Vivo com a minha mãe, a biblioteca, e com muitos irmãos num prédio a que chamam estante. As pessoas dizem que sou um livro de aventuras mas, na verdade, raramente saio de casa…
Os meus irmãos vão e voltam na mão de pessoas desconhecidas que ora os deixam impecáveis ora lhes rasgam uma ou outra página. Eu, aqui, pequenina, só saí uma vez de casa! Provavelmente terá sido o melhor dia da minha vida…
A menina que reparou em mim era a Maria. Talvez eu tenha despertado a sua atenção pelo facto de ter o seu nome na minha capa. O que a faz olhar para mim no meio da imensidão de irmãos? Não sei ao certo. Mas a verdade é que a pequena rapariga de oito anos me levava para todo o lado. Assim, pude visitar a escola, o seu quarto, ouvi-la ler-me em voz alta e, pelo menos para mim, a “separação” não foi fácil.
           Agora? Regressei novamente ao ponto azul no meu pequeno grande mundo  à espera de poder ver o vosso!

                                                                                                                                         L.C. – 10.º SE1

2015-11-15

13.11.2015

Hoje, isto tem que ser dito na língua original:

Les Représentants du Peuple Français, constitués en Assemblée Nationale, considérant que l'ignorance, l'oubli ou le mépris des droits de l'Homme sont les seules causes des malheurs publics et de la corruption des Gouvernements, ont résolu d'exposer, dans une Déclaration solennelle, les droits naturels, inaliénables et sacrés de l'Homme, afin que cette Déclaration, constamment présente à tous les Membres du corps social, leur rappelle sans cesse leurs droits et leurs devoirs ; afin que les actes du pouvoir législatif, et ceux du pouvoir exécutif, pouvant être à chaque instant comparés avec le but de toute institution politique, en soient plus respectés ; afin que les réclamations des citoyens, fondées désormais sur des principes simples et incontestables, tournent toujours au maintien de la Constitution et au bonheur de tous.

En conséquence, l'Assemblée Nationale reconnaît et déclare, en présence et sous les auspices de l'Etre suprême, les droits suivants de l'Homme et du Citoyen.

Art. 1er. Les hommes naissent et demeurent libres et égaux en droits. Les distinctions sociales ne peuvent être fondées que sur l'utilité commune.
Art. 2. Le but de toute association politique est la conservation des droits naturels et imprescriptibles de l'Homme. Ces droits sont la liberté, la propriété, la sûreté, et la résistance à l'oppression.
Art. 3. Le principe de toute Souveraineté réside essentiellement dans la Nation. Nul corps, nul individu ne peut exercer d'autorité qui n'en émane expressément.
Art. 4. La liberté consiste à pouvoir faire tout ce qui ne nuit pas à autrui : ainsi, l'exercice des droits naturels de chaque homme n'a de bornes que celles qui assurent aux autres Membres de la Société la jouissance de ces mêmes droits. Ces bornes ne peuvent être déterminées que par la Loi.

                                               Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, Agosto de 1789 

2015-11-10

À procura dos livros

Hoje, andou-se à procura dos livros na biblioteca a partir da utilização do catálogo online que está alojado aqui.



xadrez na biblioteca


Aproveitando a interrupção de algumas aulas devido às reuniões intercalares houve um convite  à aprendizagem do xadrez: Se não sabes, aprendes, se já sabes ajudas a ensinar, bem como à participação num clube de xadrez e em torneios.