2022-06-29

Ler o mar 4

Lídia Jorge foi uma dos escritores que lerem o mar na iniciativa do Público a propósito da Conferência dos Oceanos que está a ocorrer em Lisboa:




Ler o mar 3

  

Mário Cláudio foi um dos escritores que lerem o mar na iniciativa do Público a propósito da Conferência dos Oceanos que está a ocorrer em Lisboa:



Ler o mar 2

 

Djaimilia Pereira de Almeida foi uma dos escritores que lerem o mar na iniciativa do Público a propósito da Conferência dos Oceanos que está a ocorrer em Lisboa:



Ler o mar 1

 Tendo como pretexto a Conferência dos Oceanos, o Público convidou quatro escritores a ler um texto com mar.  O primeiro foi Afonso Cruz:


2022-06-15

Às Avessas 45

 Acabámos de publicar no site do Agrupamento o número 45 do Às Avessas, referente ao segundo semestre, e onde apresentamos atividades, textos, participações em concursos e iniciativas diversas realizados por alunos da Secundária.



2022-05-27

Pela Lisboa de Os Maias

 

Além das visitas com diversas turmas, ao cenário lisboeta de Os Maias, no passado sábado, dia 21, realizámos o nosso roteiro queirosiano com professores e familiares, bem como antigos professores e velhos amigos. Aqui, no Rossio, à procura do consultório para Carlos da Maia que o Vilaça em dois dias «tinha lá alugado [n]um primeiro andar de esquina».

2022-04-28

Ouvir-te Ler, 2022

E fizemos a nossa festa da leitura. O Afonso, a Cíntia e o Daniel, a Sara e o Guilherme foram os vencedores dos seus respetivos ciclos de estudo, mas verdadeiramente há uma vitória de todos os que participaram e que aceitaram apresentar o seu modo de ler. Mais ainda, o prazer de ouvir alunos, seja nesta final seja nas semifinais de ano, que já conhecemos desde o ano em que representavam o 1.ºciclo e a quem pedimos que continuem a ler. Dois anos depois da pandemia nos ter calado, os nossos alunos já leram sem máscara numa sessão apoiada muito bem pelos alunos do curso de Turismo e com uma intervenção de dança pelo grupo We love 2 dance.



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Os vencedores



e houve apoio organizado

o júri


o grupo de dança





os finalistas do 2.ºciclo
Os finalistas do 1.ºciclo


Os finalistas do 3.º ciclo de saída


Os finalistas do secundário





2022-04-22

25 de Abril - expo 2022


 Nos 48 anos do 25 de Abril de 1974 apresentamos alguns livros do nosso fundo associados ao dia em que comemoramos a liberdade.













Além de livros com documentos sobre a Ditadura e sobre o 25 de Abril e o processo revolucionário, 


escolhemos quatro obras literárias, 
duas escritas durante a ditadura e 
proibidas nesse tempo (Dinossauro Excelentíssimo, de José Cardoso Pires e Novas Cartas Portuguesas, 
de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa - no seu quinquagésimo aniversário, com o relatório do censor a propor a proibição do livro e a instauração de processo-crime), uma edição de poemas de Manuel Alegre com poemas escritos antes e depois de 1974 e o romance Os memoráveis, de Lídia Jorge, que revisita os protagonistas do 25 de Abril. Terminamos a exposição com livros que refletem sobre a tolerância, a liberdade e o exercício da política.

Numa das obras expostas temos o prazer e o privilégio de mostrar o autógrafo que Otelo Saraiva de Carvalho nos escreveu quando esteve connosco numa sessão da biblioteca em 2011. 




2022-04-20

Concurso Nacional de Leitura - intermunicipal



Na Secundária Seomara da Costa Primo, na Amadora, tivemos festa da leitura associada ao convívio entre mais de 200 alunos de 18 concelhos da área metropolitana de Lisboa.


Lá estivemos com a Joana Santos, nossa aluna do 12CT1, e uma das representantes do concelho de Odivelas à fase intermunicipal de Lisboa do Concurso Nacional de Leitura (na foto com um colega da Ramada).
A leitura continua!






2022-04-19

Ler Ciência: Martin Rees

 Retomamos a publicação das recensões dos alunos do 12CT4 referentes aos livros que apresentaram na sessão Ler Ciência do passado dia 4 de abril.



O NOSSO HABITAT CÓSMICO
é um livro de divulgação científica escrito por Martin Rees e publicado pela editora Gradiva. A obra procura explorar e explicar o grande panorama do Universo, abordando vários factos e teorias para suportar a explicação. Os temas mais explicitados e bem aprofundados são a origem e o fim do Universo, já que o autor considera esses assuntos de grande importância.

O livro está divido em três capítulos, sendo estes subdivididos em vários tópicos. Martin Rees consegue com eficácia fazer essa divisão, agrupando os tópicos com pertinência e coesão. O autor ao expor os temas segue quase sempre a mesma fórmula: inicia com algo geral e referente ao tema anterior para dar continuidade e depois aprofunda o assunto em questão. Apesar da maior parte das vezes ser essa fórmula, Martin Rees consegue sempre de forma refrescante iniciar os vários problemas que descreve no livro.

Já a exposição científica, o autor não fica aquém de qualidade. O escritor explica com rigor científico e de forma a que a maioria do seu público-alvo entenda – sendo o público alvo desde os adolescentes até às idades mais avançadas. Por vezes, o autor ao tentar encurtar certos assuntos não aprofunda tanto como os de maior importância, porém este problema torna-se insignificante face ao resto da obra.

Este livro é de leitura obrigatória para quem quer aprofundar o seu conhecimento astrofísico e cosmológico, destacando-se dos restantes livros de divulgação científica relativos às mesmas áreas devido à sua acessibilidade e, ao mesmo, tempo rigor e aprofundamento científico.

Diogo Oliveira


2022-04-18

Quando Ler é uma luta!

Até ao dia 27 de abril pode ser vista, no antigo edifício do Diário de Notícias, em Lisboa, a exposição Proibido por inconveniente - Materiais das Censuras no Arquivo Ephemera.
Entre os muitos documentos expostos que mostram a ação da censura durante a Ditadura, destacamos este sobre a tradução dos Irmãos Karamazov.
Dostoiévski aparece neste relatório como um percursor do bolchevismo, e, como as «classes cultas», têm acesso ao livro noutras línguas, as outras classes não tirarão «qualquer vantagem» na sua tradução, que deve, por isso, ser proibida.





2022-04-08

Uma pausa para o mar

Mar

 

Getty images

O manto d' água

um brilho sem fim

onde o rio desagua 

no início do fim


A luz que brilha

a escuridão que desaparece

de noite e de dia

até o mundo esquece


A Lua que ilumina

o Sol que cintila

clareando o universo maravilhoso:

um mundo misterioso


O ar frio

o vento que chia

como a  corrente do rio

durante o dia


Alguns têm tendência para amar

outros para odiar

e, o que será?

é o mar!


Luciana Gouveia e Sofia Saldanha, 9.ºE

Ler Ciência - James Gleick

 

 Damos início às recensões das leituras realizadas pelos alunos do 12 CT4 na sessão Ler Ciência.

 Caos: A Construção de uma Nova Ciência | James Gleick | Edição Gradiva

 



 

A Natureza está repleta de fenómenos complexos, imprevisíveis e irregulares. Neste sentido, os métodos científicos clássicos, numa perspetiva reducionista, são insuficientes para compreender mais profundamente aquilo que nos rodeia. Nos finais do século XX, a teoria do Caos – uma nova forma de encarar a ciência, em particular para o estudo destes sistemas complexos – começa a ganhar destaque. Em Caos: A Construção de uma Nova Ciência, James Gleick, escritor e jornalista norte-americano, relata o surgimento desta nova perspetiva científica, e o seu contributo para desvendar a verdadeira essência da Natureza.

Ao longo da obra, percorrem-se as diferentes descobertas que levaram ao desenvolvimento da Teoria do Caos. Desde o “Efeito Borboleta” de Edward Lorenz – a noção de que pequenas variações num sistema complexo levam a alterações drásticas no seu comportamento futuro, tornando-o imprevisível; até à geometria fractal de Benoit Mandelbrot – em que os padrões e formas irregulares se repetem a várias escalas diferentes; começam a surgir novas formas de representação da realidade, novos métodos de análise de dados experimentais. Os sistemas dinâmicos e complexos que, vistos localmente, eram caóticos, desordenados, apresentavam, ainda assim, uma estabilidade a um nível global. Sublinha-se um espírito crescente de interdisciplinaridade e de convergência entre as várias ciências – porque, efetivamente, “o caos está por toda a parte”: na evolução das populações nos ecossistemas, no mercado de ações, no funcionamento do sistema imunológico ou na frequência cardíaca, na meteorologia e na turbulência de fluidos. Existe uma estrutura universal subjacente a todos estes sistemas complexos – uma ordem na desordem aparente de Natureza.

Através de uma linguagem apaixonada, e com alguma ironia à mistura, Gleick consegue relatar a história da Teoria do Caos de modo cativante. Refletindo sobre a evolução do pensamento científico, estabelece uma ligação entre o surgimento desta nova visão com o fenómeno de revolução científica e de mudança de paradigma propostos na filosofia de Kuhn. Portanto, é um livro de leitura obrigatória para todos os interessados no futuro da ciência, abertos a intrigantes (mas fascinantes) novas perspetivas e a sair da sua zona de conforto.

 

André Crispim, 12ºCT4

 

2022-04-04



Biblioteca à séria é biblioteca com gente, é gente a falar de livros, é livros a circular. Hoje, foram os alunos do 12CT4 que apresentaram livros científicos e de divulgação científica na sessão Ler Ciência, que realizamos há muito com o departamento de Física. Atividade que integramos no programa Escola a Ler, o resultado foi muito positivo não só pela qualidade dos conhecimentos revelados como pela competência de comunicação evidenciada.

A acompanhar a atividade Ler Ciência, apresentamos uma exposição de livros científicos, de divulgação científica e de filosofia da ciência, do nosso fundo documental.


2022-03-21

GASTÃO CRUZ - DIA MUNDIAL DA POESIA

Morreu um poeta no dia em que começa a primavera. 

De Gastão Cruz, que, em tempos idos, participou numa sessão na biblioteca da Secundária, guardamos o livro Poemas reunidos de que transcrevemos este, no Dia Mundial da Poesia:

 

Não cantes o meu nome em pleno dia

não movas os seus ásperos motivos

sob a luz dolorosa sob o som

da alegria

 

Não movas o meu nome sob as tuas

mãos molhadas do choro doutros dias

não retenhas as sílabas caídas

do meu nome da tua boca extinta

 

Não cantes o meu nome a primavera

já o ameaça hoje principia

a vida do meu nome não o cantes

com a tua alegria

Gastão Cruz, Poemas reunidos, Lisboa: Dom Quixote, 1999, p.173

2022-03-10

Às Avessas 44



 Desta vez, o jornal da Secundária não é um jornal feito pelos alunos, mas, seguramente, é feito com eles e para eles. A ler aqui, com necessidade de ampliar a imagem.

2022-03-08

A mulher passa na biblioteca

Transformar uma afirmação como ser mulher em conhecimento pode passar pelos livros.
É esse o propósito da mostra do nosso fundo documental sobre algumas áreas temáticas que pensam a condição feminina: o feminismo, os direitos das mulheres e a igualdade de género, informação histórica sobre a mulher, biografias de mulheres, histórias literárias de mulheres.
Em exposição na biblioteca até 26 de março.



 

Textos de opinião - desigualdade de género

No Dia Internacional da Mulher publicamos dois textos de alunas produzidos no âmbito da disciplina de Português. Obrigado pela partilha.


 Desigualdade de Género

 

Ao contrário do que uma grande quantidade de pessoas pensa, a desigualdade de género continua a ser predominante na nossa sociedade. Na verdade, mesmo sendo um assunto que afeta a vida de muitas pessoas, parece já ter sido “esquecido” por uma grande parte da população do mundo atual. De roupa a trabalho, de comportamentos a posturas, ainda podemos notar a diferença de reações perante certas situações, quando se trata de uma mulher e quando se trata de um homem.

Em anos passados, falava-se muito deste tema, designadamente, por exemplo, das diferenças de salários ou das desigualdades no ambiente familiar. Mas, e atualmente? Será que houve uma transformação tão acentuada, tendo em conta as diferenças de que se foi parando de falar? A minha resposta é não. Atualmente, estas desigualdades ainda estão presentes em todo o lado. No mundo do trabalho, ainda há, por exemplo, empresas que preferem contratar homens a mulheres, mesmo tendo exatamente as mesmas competências. E os salários? Ainda há diferença entre o que os homens e as mulheres recebem? Há. Em determinados países e em determinados empregos, há. Mas não é só no mundo do trabalho que existem estas diferenças, a verdade é que estão presentes em todo o lado: a filha tem que ficar em casa a lavar os pratos, mas o filho pode ir brincar com os amigos “lá fora”; a rapariga não pode sair de casa com calções porque estará a “chamar a atenção”, mas o rapaz pode vestir-se da maneira que quiser, sem ter reparos, entre muitos outros exemplos.

Em conclusão, obviamente que há casos e casos e há pessoas e pessoas. Todos sabemos que estes comportamentos discriminatórios são mais presentes em certas regiões do que noutras. Mas o facto de não ser toda a população a inferiorizar a mulher não quer dizer que não existam pessoas que o façam e que este problema não precise de mais atenção e de urgente resolução.

Patrícia Silva, n°21, 12°LH1.


A Desigualdade de Género no Mundo Atual

   Nos tempos que decorrem, presencia-se, evidentemente, uma clara diferença nas oportunidades e desafios enfrentados pelas mulheres e pelos homens. Estas diferenças devem-se a diversos fatores sociais, que defendem a ideia da superioridade masculina ao longo dos séculos.

   Em primeiro lugar, a desigualdade de género ainda está presente em diversos países do mundo, que se baseiam em ideais conservadores. Muitas mulheres, por exemplo, são forçadas a exercer o papel de dona de casa, e, deste modo, é-lhes privado qualquer direito de escolha acerca de um futuro que corresponda às suas capacidades e desejos. Ainda vale sublinhar a sua submissão forçada em relação ao seu marido, o dever de cumprir os afazeres domésticos e, em alguns casos, forçadas a ter e criar filhos. Exemplo destas situações é o quotidiano de quem vive em países que estão em desenvolvimento, designadamente de mulheres que se veem privadas de direitos básicos como a formação académica, a liberdade de escolha ou a liberdade de expressão.

   Em segundo lugar, é comum acreditar no completo sucesso do movimento feminista, no entanto, a disparidade entre classes sociais pode ser disfarçada ao passar uma falsa imagem ao público. Diversos artigos, blogues e jornais evidenciam os grandes progressos alcançados provenientes de manifestações e da luta contra o sexismo, negligenciando o facto de muitos direitos, como o direito à justiça, serem apenas aplicados a determinados grupos, normalmente pertencentes a classes mais favorecidas. Seguindo este raciocínio, empresas procuram, por exemplo, empregar um maior número de mulheres, revelando, aparentemente, a sua preocupação com a diversificação, mas atribuindo-lhes salários mais baixos que não correspondem ao trabalho realizado.

   Em virtude dos fatores mencionados, reafirma-se a ideia expressa no início do texto, a de que existe uma clara diferenciação quer nos direitos, quer nas oportunidades dadas às mulheres e aos homens. Assim, importa ressaltar os feitos e conquistas resultantes da força de vontade e determinação do sexo feminino, mas também alertar para o caminho a percorrer em países que não acompanharam este movimento e, ainda, a falsa imagem de uma sociedade totalmente justa.

 

Ana Sofia Alves Silva 12ºLH1 n.º4