Já saiu o Às Avessas deste segundo semestre. O jornal da Secundária, um jornal de alunos coordenado pela biblioteca, pode ser lido aqui
Já saiu o Às Avessas deste segundo semestre. O jornal da Secundária, um jornal de alunos coordenado pela biblioteca, pode ser lido aqui
No seguimento do repto lançado pelo Plano Nacional de Leitura de ler um conto das diferentes regiões e dos diferentes países onde se fala o português, deixamos aqui a narração da lenda da Cabeça da Velha, contada por Tomás Norte, do 11LH1.
Agradecemos o trabalho de edição do ficheiro áudio da aluna Tatiana Nascimento do 11.ºCM
No seguimento do repto lançado pelo Plano Nacional de Leitura de ler um conto das diferentes regiões e dos diferentes países onde se fala o português, deixamos aqui a narração da lenda do Cantagalo, São Tomé e Príncipe, contada por Adriano Mateus, do 11LH1.
Agradecemos o trabalho de edição do ficheiro áudio da aluna Bárbara Correia do 11.ºCM
O pintor modernista Amadeo de Sousa Cardoso (1887-1918) é uma das vítimas da pneumónica. A sua biografia é ficcionada por Mário Cláudio na obra Amadeo (Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores de 1984), primeiro dos três livros que publicará sobre figuras do Norte português (além de Amadeo, Guilhermina Suggia e Rosa Ramalho) reunidos em Trilogia da mão, Dom Quixote:1993.
No excerto do romance escolhido, a doença começa a aproximar-se:
O vírus da pneumónica alastra já por Manhufe, acobertado à modorra dos pântanos, retido no hálito dos matagais, enleado nos bardos úberes de cachos, por que é esse o mês de Setembro. O alarme se dá, sobretudo, entre os ilustrados na leitura dos periódicos, titulares da terra, que no meio dos campesinos a morte é convívio de todas as horas. E o pânico em que soçobra Amadeo, nesse pronúncio da irrealização da fantasia acalentada, é opressão que se abstém de transmitir, possuído do fantasma ainda da virilidade, que só o desabafo lhe permite como fundamento da recuperação da força. Circulam as notícias pelo telégrafo, há acenos de amigos longínquos que vão tombando, intoleráveis expectativas de que decorra o tempo da incubação. A casa da Dona Ana Guedes, respeitabilíssima matrona local, vereadora e filantropa, foi já convertida em hospital. Com o máximo dos zelos se marcam talheres e roupa branca, que a seguir se escaldam em água fervente, ainda assim cheirados pelo homem que em tudo suspeita a presença minante. Fica-se pelo quarto, de gelosias cerradas, no atelier, outras vezes, com uma espátula entre os dedos, fitando a tela deserta, na mais concentrada imobilidade.
Mário Cláudio, Amadeo, Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1984, pp.107-108
Voltamos à escola.
A biblioteca, nesta primavera que se vê das nossas janelas, está aberta. Para já para os alunos do 3.º ciclo, mas esperamos que no dia 19 tenhamos também os alunos do secundário.
Não cantes o meu nome em pleno dia
não movas os seus ásperos motivos
sob a luz dolorosa sob o som
da alegria
Não movas o meu nome sob as tuas
mãos molhadas do choro doutros dias
não retenhas as sílabas caídas
do meu nome da tua boca extinta
Não cantes o meu nome a primavera
já o ameaça hoje principia
a vida do meu nome não o cantes
com a tua alegria
Gastão Cruz, «Imagem da linguagem, 7» in «Teoria da fala», Poemas reunidos, Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1999, p.173
Comemorando o Dia Mundial da Poesia (21 de março), partilhamos esta iniciativa da Wook
Maria do Rosário Pedreira lê Mário Cesariny, De profundis amamus
Comemorando o Dia Mundial da Poesia (21 de março), partilhamos esta iniciativa da Wook
Francisco Louçã lê Jorge de Sena, Ode Aos Livros Que Não Posso Comprar
Comemorando o Dia Mundial da Poesia (21 de março), partilhamos esta iniciativa da Wook
Manuela de Melo lê Rui Lage, Confissão Póstuma De Um Tal Que Traiu os Antepassados
Comemorando o Dia Mundial da Poesia (21 de março), partilhamos esta iniciativa da Wook
Comemorando o Dia Mundial da Poesia (21 de março), partilhamos esta iniciativa da Wook
Luís Filipe Castro Mendes lê Nuno Júdice, O Trabalho Poético
Comemorando o Dia Mundial da Poesia (21 de março), partilhamos esta iniciativa da Wook
valter hugo mãe lê o seu poema alguns homens discutem
Fernando Assis Pacheco (1937-1995), poeta com a sua obra publicada em Musa irregular (ASA, 1991, 1996, 2.ªed) e no livro póstumo Respiração assistida (Assírio e Alvim, 2003), refere a pneumónica no seu romance Trabalhos e paixões de Benito Prada, um dos poucos romances portugueses onde se aborda a pandemia que grassou em Portugal em 1918-1919:
Nas férias da Páscoa a Tuna Académica de Coimbra foi tocar à Galiza, onde também morria gente com a pneumónica. Um tocador de bandolim veio doente, e porque o hospital estivesse cheio internaram-no numa enfermaria militar, mas durou dois dias e depois dele morreu o porta-estandarte, cujo pai, anti-sidonista, culpou as autoridades da cidade por não lerem com olhos de ler a portaria da Câmara de Lisboa que mandava queimar barricas de alcatrão nas ruas.
Fernando Assis Pacheco, Trabalhos e paixões de Benito Prada, Porto: ASA, 1993, p.103