2013-10-12

Homenagem



Doeu, nesta ausência de publicação, a perda de dois vultos maiores da literatura portuguesa: Urbano Tavares Rodrigues e António Ramos Rosa. A estes escritores, profundamente humanistas, as nossas homenagens.



 Urbano Tavares Rodrigues por ele próprio:


"Boa parte da minha obra é projeção da minha vida. Não no sentido biográfico, mas naquele em que espelha preocupações, angústias, esperanças, formas de estar no mundo (...) As minhas grandes opções e as minhas grandes rejeições marcaram inegavelmente o que escrevi".
"Enfim, eu sou tudo isso: existencialista, até surrealista, realista social... E onírico"
"Mas, além de tudo isso, sou eu próprio: um escritor que tentou sempre escrever o seu livro, o seu grande livro, e achando que ainda não era aquele. Fui sempre escrevendo mais, com a preocupação de não me repetir"

Ler mais:



Um poema de António Ramos Rosa

[Não posso adiar o amor para outro século]
Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração
António Ramos Rosa, O Grito Claro, 1958



imagens em:



2013-07-04

Arraial - 5 de julho

Sexta-feira, a partir das 20 horas, convívio de final de ano letivo (Arraial).

Livros a preço simbólico - Feira do livro usado para financiamento da atividade.

Depois de um final de ano letivo atribulado, mas solidário, nada melhor do que um pequeno convívio entre todos.

2013-06-29

Trabalhos de Pintura

Mais uma vez, a ARTE inundou o átrio da escola. São Trabalhos de Pintura do 12.º ano da discipina de Oficina de Artes. Os temas são variados: "Natureza", "Ìndia", "Japão", "25 de Abril", "Livros", "Cultura"... mas, quase sempre, o grafismo está ligado à riqueza das palavras. Parabéns. Aqui ficam algumas imagens:






2013-06-28

Falar de Livros e de Leituras

Momentos em que partilhámos Livros e Leituras. Leu-se o poema "Guernica" de carlos de Oliveira e falou-se das obras: "Caim" de José Saramego; "Anjo Branco" e "A Ilha das Trevas" de José Rodrigues dos Santos. Agradáveis momentos, também, de aprendizagem que, de modo muito positivo, abrangeram o período diurno e noturno, do horário da escola. A repetir com mais livros e leituras:

2013-06-05

Falar de Livros e de Leituras

     Na Biblioteca                          5.ªFeira    10:05 ÀS 11:35
 Poema de Carlos de Oliveira, baseado na obra de Pablo Picasso- O poeta serve-se das figuras pictóricas de Picasso, para nos surpreender com o impacto de todas as emoções associadas à carnificina deste povo basco- Guernica.




 Alunos participantes, 10ºH- Alexandre, Olivier, Francisco, Ana, Miguel, Rodrigo, Inês, Margarida, Janice, Pedro Irís.

Os alunos falam-nos de leituras:
11ºE- César Dias- “O Anjo Branco”
11ºF- Daniela Maria- “Ilha das Trevas”
11ºF- Sancho Silva- “Caim”

2013-06-03

Concurso Pordata




Entrega dos diplomas aos alunos que representaram a nossa escola no Concurso Pordata - Andreia Olivença, Vera Ceban e Ana Filipa Vieira, do 12º C, com o trabalho "Famílias Portuguesas, os tempos mudaram, as famílias também?" - e atribuição de uma menção honrosa aos alunos Adriana Rodrigues, Ana Catarina Tavares e Ângela Almeida, do 12º E, pela qualidade do vídeo que produziram sobre etnicidade e já antes publicado neste blogue.

O Malhadinhas, de Aquilino Ribeiro


O Malhadinhas dá o mote:

“Quando comecei a por vulto no mundo, meus fidalgos, era a porca da vida outra droga. Todas as semanas contavam dias de guarda e, por cada dia de guarda, armava-se o sericoté nos terreiros. Não andaria Nosso Senhor de terra em terra – eu cá nunca me avistei com ele – mas a verdade é que a neve vinha com os Santos e as cerejas quando largam do ovo os perdigotos. Bebia-se o briol por canadões de pau até que bonda. Um homem mesmo com os dias cheios tinha pena de morrer.”

O Malhadinhas, Bertrand Editora, 2007




Aquilino Ribeiro nasce na Beira Alta (em Carregal, no concelho de Sernancelhe), em 1885 e morre em Lisboa em 1963.
Deixou uma vasta obra em que cultivou todos os géneros literários, partilhando com Fernando Pessoa, nas palavras de Óscar Lopes, lugar cimeiro nas Letras Portuguesas.
(…) Em Setembro de 2007, por votação unânime da Assembleia da República, o seu corpo foi depositado no Panteão Nacional.

Adaptado de: Wook, Porto Editora: http://www.wook.pt/authors/detail/id/4989, 31 de maio de 2013