2022-01-14

Concurso Nacional de Leitura - 3.º ciclo


Realizou-se a fase de escola do 3.ºciclo do concurso nacional de leitura. A obra objeto de estudo foi Os livros que devoraram o meu pai de Afonso Cruz. A prova realizou-se na biblioteca e contou com a presença de alunos do 8.º e do 9.º anos. 

Foram poucos. Estamos com dificuldade em chegar aos alunos e em motivá-los para estas atividades que os tornam melhores. Os que resistem às pressões negativas destes tempos e aderem a estas propostas fora das aulas estão duplamente de parabéns!

2022-01-10

Começar o ano?

Ano Novo

Ficção de que começa alguma coisa!
Nada começa: tudo continua.
Na fluida e incerta essência misteriosa
De passar, flui em sombra a água nua.

 

Curvas do rio escondem só movimento.
O mesmo rio flui onde se vê.
Começar só começa em pensamento.

Fernando Pessoa, Poemas de Fernando Pessoa, 1921-1930 volume I, edição de Ivo Castro, Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2001

2021-12-22

Natal

                                         Litania para este Natal


                                Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

                              num sótão     num porão      numa cave inundada

                              Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

                              dentro de um foguetão reduzido a sucata

                              Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

                               numa casa de Hanói ontem bombardeada


                               Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

                                num presépio de lama e de sangue e de cisco

                                Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

                                para ter amanhã a suspeita que existe

                                Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

                                tem no ano dois mil a idade de Cristo


                                Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

                                Vê-lo-emos depois de chicote no templo

                                Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

                                e anda já um terror no látego do vento

                                Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

                                para nos pedir contas do nosso tempo

                                                                                                                            1967

         David Mourão-Ferreira, Obra poética (1948-1995), Lisboa, Assírio & Alvim, p.324

2021-12-06

Olimpíadas da cultura clássica

 

Antero Valério, Ícaro






Pela primeira vez, a biblioteca da Secundária propõe aos alunos que adiram a esta iniciativa da Rede das Bibliotecas Escolares e do Centro de Cultura Clássica da Universidade de Lisboa. Podem concorrer a um desafio escrito ou a um desafio de Multimédia / Artes Visuais. Os temas são os de Dédalo e Ícaro e de Cassandra para o 3.º ciclo a que se acrescenta o de Antígona para o secundário. 

Temos alunos que gostam da mitologia grega, temos fundo documental e damos umas dicas aos alunos interessados. 

Inscrevam-se. Até dia 20.



 

Concurso nacional de leitura

 

Como habitualmente vai ser já no início de janeiro que realizaremos as provas de escola do Concurso Nacional de Leitura.


Na Secundária, as obras escolhidas foram, para o 3.º Ciclo, Os livros que devoraram o meu pai, de Afonso Cruz, e, para o secundário, Amadeo, de Mário Cláudio.
Boas leituras!





2021-12-05

Faça lá um poema!


        Escreve numa sala grande e quase
                                                Vazia
                                                Não precisa de livro nem de arquivos
                                                A sua arte é filha da memória
                                                Diz o que viu
                                                E o sol do que olhou para sempre o aclara
                                        Sophia de Mello Breyner Andresen, «Escrita II», Ilhas, Lisboa: Caminho, 2004, p.74


Temos vindo a convidar os alunos, através do Em Progresso e do facebook, a participar no concurso  Faça lá um poema

Concluímos a receção de poemas para o concurso na  próxima quarta-feira, dia 10. Os poemas, que não podem ter mais de 14 versos, devem ser entregues / enviados para a biblioteca da Secundária pelos alunos, ou pelos professores de Português, caso sejam os fiéis depositários da produção dos seus alunos.

Vicente, últimos dias!

 


Esta imagem, folha de rosto do auto de moralidade(que conhecemos como barca do Inferno) que Gil Vicente publicou em1517, é parte da conversa que temos vindo a ter com as turmas do 9.º ano, numa colaboração com os professores de Português, que nesta semana se conclui.

2021-11-10

Vicente: Mesa de trabalho

 

 

 

 

Organizamos o nosso fundo documental sobre Gil Vicente, em mesa de trabalho, para consulta dos alunos do 9.º ano que estão a estudar neste momento a Barca do Inferno.  

Disponham!





2021-11-08

a biblioteca como sala de visitas

 


Hoje, o espaço da biblioteca transformou-se para a apresentação formal do Agrupamento aos inspetores da Inspeção-Geral de Educação e Ciência realizada pela direção, no âmbito da avaliação externa que está a decorrer. A sessão contou com a presença de inúmeros convidados, nomeadamente do presidente da Câmara, da vereadora e diretor da educação, do presidente da Junta de Freguesia e de representantes da PSP e dos Bombeiros Voluntários de Caneças, da Sociedade Musical e da Associação dos Amigos de Caneças, bem como de alunos, de professores e das associações de pais que, assim, puderem vivenciar a sala mais bonita da escola.

2021-10-29

CONTOS 18 #MIBE 2021

 

 

 

 

 

 

 

 

No final do mês internacional das bibliotecas escolares (#MIBE2021), apresentamos o início de mais um conto de fadas de Hans Christian Andersen:

 

Sabem com certeza que na China o imperador é chinês e que todas as outras pessoas são chinesas também. Esta história aconteceu há muitos anos, mas é precisamente por isso que devem ouvi-la agora, antes que seja esquecida.

O palácio do imperador era o melhor do Mundo, todo ele construído da mais rara porcelana - não tinha preço, mas era tão frágil e delicado que era preciso tomar todo o cuidado quando se andava lá dentro. O jardim do palácio estava coberto de flores maravilhosas, nunca vistas em outro lado; as mais bonitas de todas tinham sininhos de prata, que tocavam para se saber sempre que passava alguém.

Para continuar a ler:

Hans Christian Andersen, «O rouxinol» in Contos de fadas. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1996, p. 64 (82-93 AND CON) 

 

2021-10-27

CONTOS 17 (#MIBE2021)

 



Continuamos durante este mês das bibliotecas escolares (#MIBE2021) a propor histórias que os alunos possam  recriar através do meio que entenderam. Hoje voltamos aos contos populares portugueses - um menino que nasceu sabe-se lá como, e com sabores a açafrão -. Começa assim: 

 

 

Era uma vez um rei que era casado, mas não tinha filhos, o que fazia com que ele e a sua mulher vivessem muito descontentes. Pediam constantemente a Deus que lhes desse um filho e, sabendo que havia uma velha de grandes virtudes, mandaram-na chamar ao palácio para lhe pedirem que rogasse a Deus que os ouvisse. Então a velha disse-lhes um dia que a rainha havia de ter uma criança, mas que, se essa criança fosse menino, quando fosse homem seria tão mau que faria a desgraça de seus pais, e que se fosse uma menina teria má sorte, mas que escolhessem eles o que queriam.


Adolfo Coelho, «O menino açafroado», Contos populares portugueses, Alfragilde: Leya, BIS, 2014, p.191 (821.134.3-34 COE CON)


2021-10-26

Contos 16 (#Mibe2021)

 

 

 

 

Hoje, no âmbito do #Mibe2021, não transcreveremos um excerto de um conto de fadas (neste caso, o da gata borralheira), mas sim a moralidade que desse conto, Perrault retira:


 Moralidade

A beleza é, para o sexo, o tesouro maior.

Jamais nos cansamos de a admirar.

Mas mas difícil de encontrar

As boas graças são, e têm mais valor.


E foi isso que com sua madrinha 

A Gata Borralheira ia aprendendo

A pontos de até vir a ser rainha

(E já a moral do conto é bom ir antevendo).


Vejam , beldades, pois; mais do que os penteados

As boas graças são, para amores conquistar,

O dom melhor que podem dar as fadas:

Sem elas, nada feito, com elas, é reinar!

 

Charles Perrault, Contos. Lisboa: Estampa 1977, p.129

2021-10-25

Contos 15 #MIBE2021

 


 

 

 

 

 Hoje, no nosso dia (#MIBE2021), o princípio do nosso conto é em verso:

 

 

                                            Pela ribeira de um rio

                                            que leva as águas ao mar,

                                            vai o triste de Avalor,

                                            não sabe se há de tornar.

                                            As águas levam seu bem,

                                           ele leva o seu pesar;

                                           e só vai, sem companhia, 

                                           que os seus fora ele leixar;

                                            ca quem não leva descanso

                                            descansa em só caminhar.

 

Almeida Garrett,  Cancioneiro, transcrito em Dine, Madalena, Contos tradicionais. Oito contos maravilhosos, Lisboa: Lisboa Editora, 2006, pp. 83-84

Dia da biblioteca escolar

 

 


 Hoje é o dia da biblioteca escolar. Continuamos a apresentar a nossa biblioteca aos novos alunos. O que estamos a promover e a apoiar (desde o #MIBE2021 ao concurso nacional de leitura ou ao programa de mentorias até à consulta do nosso catálogo online e ao modo como os nossos livros se apresentam: «A biblioteca é ilimitada e periódica». Se um eterno viajante a atravessasse em qualquer direção, verificaria ao cabo dos séculos que os mesmos volumes se repetem na mesma desordem (que, repetida, seria uma ordem: a Ordem). Esta elegante esperança alegra a minha solidão. (Jorge Luis Borges, Ficções, Lisboa: Quetzal, 2013, p.86)

 

2021-10-22

CONTOS 14 (#MIBE 2021)

 






Desta vez vai uma história inteira. Uma fábula, pois, neste #Mibe2021, para o fim de semana :


Uma raposa passou por um souto e sentiu piar um mocho; disse ela para si: 

-Ceia já eu tenho.

E foi muito sorrateira trepando pelo castanheiro em que estava piando o mocho, e filou-o.

O mocho conheceu a sorte que o esperava, e viu que não podia livrar-se da raposa sem ser por ardil. Disse então para ela:

- Ó raposa, não me comas assim como qualquer frango desses que furtas pelos galinheiros; tu também sabes andar à caça de altenaria, e é preciso que todos o saibam. Agora que me vais comer, grita bem alto: «Mocho comi!»

A raposa levada por aquela vaidade, gritou:

- Mocho comi!

- A outro sim, que nenja a mim! replicou-lhe o mocho caindo-lhe de entre os dentes e voando pelo ar fora, livre de perigo.

Teófilo Braga, «Fábula da raposa e do mocho», Contos tradicionais do povo português volume II, Lisboa: Publicações Dom Quixote, p. 247 (821.134.3-34 BRA CON)


2021-10-21

CONTOS 13 (#MIBE2021)

 




Nesta semana deu-nos, comemorando o #MIBE2021,  para lembrar contos com a bicharada. 



Estava muito agradável no campo. O ar rescendia a verão; o milho estava amarelo; a aveia estava pronta a ser ceifada; as medas de feno nos prados pareciam pequenas colinas de erva e a cegonha passeava por cima delas com as suas longas pernas vermelhas. A toda a volta dos campos havia bosques e florestas com fundos lagos de água fresca. Sim, estava mesmo muito agradável no campo. E, brilhando ao sol, podia ver-se uma velha mansão rodeada por um fosso. Grandes folhas de azedas cresciam nas paredes até à água; algumas eram tão grandes que uma criança podia ficar de pé debaixo delas. À sombra podia-se até pensar que se estava numa florestazinha secreta e primitiva.

Era aí que uma pata chocava os seus ovos no ninho.

Hans C. Andersen, «O patinho feio», Contos de fadas, Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1996, p.77 (82-93 AND CON)

2021-10-20

CONTOS 12 (#MIBE2021)

 



 

 

 

Conheceis bem este conto que apresentamos no âmbito do #Mibe2021:

 

 Era uma vez uma carochinha que andava a varrer a casa e achou cinco réis e foi logo ter com uma vizinha e perguntou-lhe: «Ó vizinha, que hei de eu fazer a estes cinco réis?»  Respondeu-lhe a vizinha: «Compra doces.» «Nada, nada que é lambarice.» Foi ter com outra vizinha e ela disse-lhe o mesmo; depois foi ter com outra que lhe disse: «Compra fitas, flores, braceletes e brincos e vai-te pôr à janela e diz:

                                                Quem quer casar com a carochinha

                                                Que é bonita e perfeitinha?»

Adolfo Coelho, «História da carochinha», Contos populares portugueses, Alfragilde: Leya, BIS, 2014, p.43 (821.134.3-34 COE CON)

2021-10-19

CONTOS 11 (#MIBE2021)

 

 

 

Este é o mês internacional das bibliotecas escolares (#Mibe2021) e voltamos às histórias que temos na nossa biblioteca para vos contar. Hoje, de novo, uma história africana que nos fala de um grande lago situado numa terra distante. 

Aí...

No fundo do remoinho vive uma enorme serpente pitão prateada, com o corpo enrolado em espiral, piscando os olhos quando os raios do sol penetram na água como setas,com a sua língua bífida a agitar-se tremulante - uma bela e terrível serpente pitão que é o guardião do lago.

Mas esta não é uma serpente vulgar, pois debaixo da sua pele fria e húmida escondem-se poderes curativos. Poderes que curam todas as doenças e todas as dores de homens e mulheres, poderes que curam todos os que têm coragem suficiente para a visitarem no seu esconderijo no fundo do lago.

«O guardião do lago» in As mais belas fábulas africanas, Carnaxide: Editora Objectiva, 2013, pp.207-208 (cota: 82-93 --- MAI)

2021-10-18

HOJE NÃO É DIA PARA CONTOS DE FADAS

 
Interrompemos por hoje o nosso propósito de partilhar pedaços de histórias do nosso fundo documental para lembrar que o Mundo decidiu acabar com a pobreza extrema até 2030 e que 17 de outubro é o dia em que esse desígnio de erradicar a pobreza é evocado

2021-10-15

CONTOS 10 (#Mibe2021)

 

 

 

 

 

Era uma vez um rei que vivia muito triste por não ter filhos e mandou chamar três fadas para que fizessem com que a rainha lhe desse um filho. As fadas prometeram-lhe que os seus desejos seriam satisfeitos e que elas viriam assistir ao nascimento do príncipe. Ao fim de nove meses, deu a rainha à luz um filho e as três fadas fadaram o menino. A primeira fada disse: «Eu te fado para que sejas o príncipe mais formosos do mundo.» A segunda fada disse: «Eu te fado para que sejas muito virtuosos e entendido.» A terceira fada disse: «Eu te fado para que te nasçam umas orelhas de burro.»

Adolfo Coelho «O príncipe com orelhas de burro», Contos populares portugueses, Alfragilde: Leya, BIS, 2014, p.180 (821.134.3-34 COE CON)

2021-10-14

Contos 9 (#MIBE2021)

 








Estava certo dia o mansa (rei) do Mali, Naré Maghan Kon, também chamado "leão do Mali", a descansar na sua tenda, quando dois caçadores, acompanhados de uma jovem corcunda e feia, se aproximaram e pediram autorização para lhe entregar uma prenda.

 - Grande Mansa, vimos de uma terra onde o búfalo terrível devastava tudo. Nós matámo-lo, mas o seu espírito encarnou nesta mulher, que é feia, mas é nobre e corajosa, por isso a trouxemos para você casar com ela, pois o filho que ela lhe der tornará grande o Mali. O nome dela é Sagolom - disse um dos caçadores.

- O filho de um leão e de um búfalo serão poderosos de verdade - sussurrou o djali bá (conselheiro) ao Mansa Maghan.

J. Carlos M. Fortunato, «A lenda de Sundiata Keita», Lendas e contos da Guiné-Bissau, Ajuda Amiga/MIL/DG Edições, 2017 (821-134.3-34 FOR LEN)




2021-10-13

CONTOS 8 (#MIBE2021)

 

 


  A partir da temática do MIBE 2021 deste ano Contos de fadas e contos tradicionais de todo o mundo”, estamos a partilhar convosco excertos de contos que se podem encontrar no nosso fundo documental. 

 

 

 

Era uma vez vinte e cinco soldados de chumbo, todos irmãos, porque tinham sido todos feitos da mesma colher de cozinha. Tinham armas aos ombros e olhavam em frente, muito elegantes nos seus uniformes encarnados e azuis.

 -  Soldados de chumbo! - foi a primeira coisa que ouviram neste mundo, quando levantaram a tampa da caixa onde estavam.

Um rapazinho tinha dado esse grito e batido as palmas; tinham-lhos dado como prenda de anos, e ele colocou-os em cima da mesa. Os soldados eram todos iguais uns aos outros - exceto um, que só tinha uma perna.

Hans C. Andersen, «O firme soldado de chumbo», Contos de fadas, Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1996, p.57 (82-93 AND CON)

2021-10-12

Contos 7 #MIBE2021

 


 

 

 

 

 A partir da temática do MIBE 2021 deste ano Contos de fadas e contos tradicionais de todo o mundo”, estamos a partilhar convosco excertos de contos que se podem encontrar no nosso fundo documental.  

 

 

 

Era uma vez um homem casado; a mulher dizia que morria por ele, e que Deus nunca dera a ninguém um marido assim. O homem fiava-se naquelas palavras, e quando andava no campo a trabalhar dizia para o criado:

 - Não há ninguém que tenha uma mulher como a minha.

O criado disse que não era bom experimentar, porque podia ficar enganado. Disse o patrão:

 - Agora é que desafio todo o mundo para me mostrarem uma mulher melhor do que a minha.

Teófilo Braga, «Alegria da viúva», Contos tradicionais do povo português volume I, Lisboa: Publicações Dom Quixote, p. 202 (821.134.3-34 BRA CON)

 

2021-10-11

Contos 6 (#MIBE2021)

 

 


 
A partir da temática do MIBE 2021 deste ano Contos de fadas e contos tradicionais de todo o mundo”, estamos a partilhar convosco excertos de contos que se podem encontrar no nosso fundo documental.

 

 

 

Uma hora antes da alvorada, Dinarzade acordou e não deixou de fazer o que a irmã lhe recomendara. «Minha querida irmã», exclamou ela, «se não estais a dormir, enquanto esperamos a manhã, suplico-vos que conteis uma dessas histórias agradáveis que sabeis. Ai! Decerto será a última vez que terei esse prazer.»

Scheherazade, em vez de responder à irmã, virou-se para o sultão: «Senhor», disse ela, «Vossa Majestade quer-me permitir que dê essa satisfação à minha irmã?» «De boa vontade», respondeu o sultão. Então Scheherazade disse à irmã para a ouvir e, dirigindo a palavra a Schahriar, começou assim:

Senhor, havia antigamente um mercador…

As mil e uma noites I (tradução da versão francesa de Antoine Galland). Mem Martins: Publicações Europa-América, pp.29-30 (821.411.21-34 --MIL)